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Sampaoli, por vaidade, corre o risco de ficar sozinho ou é esperto?

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/01/2020 04h00

Jorge Sampaoli é um caso a ser estudado. Terminou o ano extremamente valorizado no país que mais bem paga na América do Sul. Falamos de futebol, que fique claro. Tinha várias ofertas excelentes. Recusou todas e, 50 dias depois, está desempregado.

Lembram de uma cantiga infantil de muitas décadas atrás?

Terezinha de Jesus de uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão

O primeiro foi o Santos. Sampaoli fez pedidos que nunca seriam aceitos. 100 milhões em reforços?

O segundo foi o Palmeiras. Ou o Galo? Os dois juntos? Sampaoli pediu o que o Galo não tem. E o que o Palmeiras tem. Nenhum dos dois achou que valia a pena.

E aquele a quem Sampaoli diria sim, com entusiasmo, não fez oferta. O Flamengo continua com Jesus. Não a Terezinha, o Jorge.

O ano acabou, o mercado fechou. Ninguém da Europa o procurou. E ele não aceitou um pedido da Venezuela.

Agora, há ofertas do México. Será que Sampaoli, ao recusar várias ofertas, sonhava com o México? Não, né?

Como uma donzela muito exigente, pode morrer sozinho.

Como diz minha amiga Ivana, lá de Aguaí, o mal do malandro é pensar que só a mãe dele fez filho esperto.

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