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Menon


Santos troca rock por bolero

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

23/01/2020 21h25

Tudo bem, foi o primeiro jogo. Tudo bem, eu sou viúva do Sampaoli. Tudo bem, o Jesualdo está chegando.

Tudo bem, mas cadê o Santos envolvente, o Santos frenético, o Santos que não dava um centímetro de Gramado, o Santos que não concedia um milésimo de segundo para o rival pensar?

Cadê o Santos rock pauleira? Metal?

Não tem mais. Poderia brincar com a nacionalidade de Jesualdo e falar que virou um fado. Mas fado é muito triste. E tristeza não cabe na Vila.

É um Santos bolero. Passos concatenados, bem ensaiados, boa sincronização entre os parceiros, mas sem aquela explosão.

O time vai melhorar, é lógico. O Bragantino turbinado é uma equipe forte e vai fazer bom campeonato. Jesualdo pode ter sucesso, mas o Santos de 2019 acabou mesmo.

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