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Lugano, a voz a ser ouvida no São Paulo

Diego Lugano, ex-zagueiro e atual dirigente do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Diego Lugano, ex-zagueiro e atual dirigente do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

19/01/2020 10h59

Lugano falou. E ficou perto de recorrer à passagem bíblica que reúne o Faraó do Egito e José. Sete anos de miséria sucederão sete anos de fartura.

O futebol tem ciclos e está na hora de termos um vitorioso, disse o uruguaio. Basta ganhar o primeiro título, como foi em 2005. O Paulista veio antes da Libertadores, do Mundial e de três Brasileiros.

Como fazer com que o passado retorne? Lugano não explica, fala apenas em trabalho nobre, não compara dados, omite que agora há clubes mais ricos e esquece o legado de tantas contratações ruins, do inexplicável Gonzalo Carneiro ao sonolento Pato.

Lugano não mostra dados que embasem a possibilidade de um título. Fala mais com a certeza dos apaixonados, dos que têm fé cega. Um Antônio Conselheiro charrua.

Não vale nada?

Vale muito.

Vale tudo.

Na situação atual do São Paulo - endividado e sem títulos - é importantíssimo que um louco apareça e diga somos gigantes e vamos despertar. Estamos perto de acordar.

Uma voz que desafia a sensatez e aposta no sonho. Lugano é assim. Se os outros o seguissem, o São Paulo não estaria tão mal. Se os outros o seguirem, o gigante não mais estará acoelhado e acocorado.

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