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Pato e o fracasso normalizado

Alexandre Pato lamenta chance perdida durante jogo do São Paulo contra o CSA, no Brasileirão - Marcello Zambrana/AGIF
Alexandre Pato lamenta chance perdida durante jogo do São Paulo contra o CSA, no Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

16/01/2020 14h35

Alexandre Pato começa o ano na reserva de Helinho, que no final do ano passado foi mandado de volta para o sub-20 por não estar jogando necas de pitibiribas. Nadica de nada.

E qual a repercussão do fato? Nenhuma.

O fracasso de Pato foi normalizado. Ele ficar na reserva é tão surpreendente quanto o Toró ficar.

Não é mais o melhor Sub-17 do mundo, não é mais o ex-Milan, não é mais o cotado para a seleção, não é mais o craque do time. Não. É só o Pato.

Será que a normalização de seu fracasso o atinge? Será que ele se questiona por que é a sexta opção de um time que lhe paga 700 mil por mês? Será que ele chora no ombro da mulher amada? Será que ele pede para treinar mais, será que joga búzios em busca de uma resposta? Faz promessa para Santa Edwirges ou Menininha do Gantois? Chora no travesseiro?

Está definido que Pato é Mico?

Uma forma de lutar contra o que se está estabelecendo era pedir que a assessoria de imprensa o escalasse para uma entrevista coletiva.

Falta coragem.

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