Mauro Cezar Pereira

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Dudu pode entrar para a história como o ídolo que jogou a idolatria no lixo

Dudu é o principal jogador do Palmeiras nessa Era de títulos iniciada em 2015. Um dos que mais ergueram troféus na história do clube. Sábado, Alexandre Mattos, dirigente do Cruzeiro, disse em entrevista à Rádio Itatiaia que o atleta o procurou há cerca de três semanas. Estaria interessado em "mudar de ares".

"Falei com ele: 'Para fazer uma situação dessa, tenho que pedir autorização ao Palmeiras'. Ele disse 'Alexandre, vou comunicar ao Palmeiras que tenho o desejo de ter novos ares'. Ele fez isso ao Palmeiras em várias situações. Comunicou ao diretor, ao treinador, às pessoas, que gostaria de ter novos ares", acrescentou o diretor de futebol cruzeirense.

"Há uns 25 dias, nosso diretor, Anderson Barros, me procurou e disse que o Dudu o procurou por ter recebido uma proposta do Cruzeiro, que ele ficou balançado. Essa proposta é a que foi divulgada, que são quatro anos, mais um ano, e um salário superior ao do Palmeiras. Soube depois que quem procurou o Cruzeiro foi o Dudu, mas soube pelo Mattos", detalhou ao Sportv a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

O ideal na trajetória de um ídolo é que ele siga com a mesma camisa até o fim da carreira. Cabe ao clube conduzir a relação adequadamente, entendendo que a relação da torcida com um jogador histórico vai além das planilhas financeiras. Mas quando o próprio jogador sinalizar claramente que deseja ir embora, a emoção sai de cena para a entrada do racional, dos números frios.

Dudu deu a senha para que a direção palmeirense assim atuasse ao fazer o movimento de mudança para o Cruzeiro. Se quer ir, que vá. Parece ser esse o raciocínio alviverde. E o negócio é bem interessante para o bicampeão brasileiro, pelos cerca de R$ 23 milhões que o clube mineiro pagaria e pelo alívio na folha de pagamento, já que hoje trata-se de um reserva caro, voltando de grave lesão aos 32 anos.

Ficou complicada a eventual permanência de atacante no Palmeiras. E uma incógnita a forma como seria recebido em Belo Horizonte após hesitar depois que o próprio Cruzeiro tornou pública a negociação. Assim, Dudu poderá entrar na história como o jogador que jogou a idolatria no lixo. Ficou muito difícil consertar a situação depois das palavras de Alexandre Mattos e Leila Pereira.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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