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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Botafogo de Luís Castro parecia o de Enderson Moreira na derrota para o Flu

Ganso e Chay disputam lance em partida entre Botafogo e Fluminense no Estádio Nilton Santos - Jorge Rodrigues/AGIF
Ganso e Chay disputam lance em partida entre Botafogo e Fluminense no Estádio Nilton Santos Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF
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Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

26/06/2022 19h56Atualizada em 26/06/2022 19h56

Em fevereiro, pelo Campeonato Carioca, o Botafogo perdeu para o Fluminense. O técnico Enderson Moreira, que levara o time à primeira divisão com o título da Série B em 2021, acabou demitido em seguida.

Contudo, a decisão já teria sido tomada por John Textor, dono do futebol alvinegro, independentemente do resultado no clássico. A maneira como o técnico arma suas equipes desagradou o americano.

- Qual foi o nosso estilo de jogo? As responsabilidades dos jogadores? Estava claro o que eles tentavam fazer? Qual era a identidade? Você pode falhar no que está tentando fazer, mas você pode ver o que está sendo tentado. E eu tive dificuldade de ver o estilo Botafogo - disse Textor em entrevista ao jornalista Rodrigo Capelo.

Faz sentido. O investidor chegou ao Brasil ciente de que gostaria de ter uma equipe com outra maneira de se comportar em campo. No, muitas vezes, taticamente pobre futebol praticado no Brasil, algo elogiável.

Como também foi muito boa a iniciativa de trazer o treinador português Luís Castro. Contudo, na derrota (mais uma) para o Fluminense neste domingo, a forma como os alvinegros atuaram apontaram contradição.

O time time míseros 16% de posse de bola no primeiro tempo, com 74 passes contra 406. No final, posse de 21% e 182 x 729. Um Botafogo que recusou a bola, foi dominado e perdeu merecidamente (estatísticas Opta Sports).

Claro que essa não deverá ser a postura do time quando o português estiver mais avançado em seu trabalho, é um time ainda em construção. Mas parecia o time de Enderson Moreira e outros técnicos brasileiros.

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