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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Na volta ao Fluminense, 'Diniz 2.0' reencontra os seus velhos fantasmas

Fernando Diniz na vitória sobre o Atlético-MG - Thiago Ribeiro/AGIF
Fernando Diniz na vitória sobre o Atlético-MG Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
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Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

17/06/2022 04h00

Após o apito final de Fluminense 1 x 2 Flamengo, há 19 dias, a torcida tricolor cantou em reconhecimento ao empenho de sua equipe. Apesar de derrotado pelo rival, o time dirigido por Fernando Diniz teve 62,5% de posse de bola, 17 finalizações contra sete (6 a 3 nas certas), 10 do interior da área rubro-negra, com o goleiro Hugo fazendo cinco defesas difíceis (estatísticas OneFootball).

A esperança tomou conta dos torcedores do campeão carioca, uma espécie de expectativa de nova fase com o que seria o "Diniz 2.0". A derrota no Fla-Flu parecia detalhe, acaso, infelicidade, coisa do futebol. Mas os altos e baixos do time se apresentariam nas partidas subsequentes, a ponto de nos cinco últimos compromissos o Fluminense somar apenas quatro pontos em 15 disputados pela Série A.

Depois do clássico, os tricolores perderam para o Juventude (1 a 0), mas havia atenuante, o gramado impraticável de Caxias do Sul na manhã chuvosa de domingo. Três dias depois viria a incrível vitória sobe o Atlético Mineiro (5 a 3) no Maracanã, empolgando a torcida novamente. Mas a partida seguinte marcou nova derrota (0 a 2) para o Atlético Goianiense, no Rio de Janeiro.

A expulsão de David Braz ainda no primeiro tempo era o que minimizava mais esse resultado negativo, contudo o papel tricolor se inverteria no jogo seguinte, contra o América, em Belo Horizonte. Aos 11 minutos de partida, o time mineiro ficou com menos um homem, mas o Fluminense não foi capaz de aproveitar a vantagem numérica e ficou em melancólico, decepcionante empate sem gols.

Em 2019, Diniz foi demitido depois da derrota, em casa, para o CSA. Na rodada seguinte, já com Oswaldo de Oliveira como técnico, o Fluminense perderia novamente atuando no Rio de Janeiro, para o Avaí. Neste domingo, às 19 horas, o time carioca receberá justamente o clube catarinense no Maracanã, que no começo da semana derrotou o Botafogo, em pleno estádio Nilton Santos, o Engenhão.

Boa atuação e estatísticas marcantes sem pontos na conta não servirão mais. O Fluminense de Fernando Diniz precisa vencer e superar a imagem deixada na sua passagem anterior pelo clube, quando era o time que atacava, criava chances, as desperdiçava e saía de campo derrotado.

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