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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: 2 anos após os 5 a 0, Renato tem derrota autoral no Fla-Flu

Renato observa após gol do Fluminense - Thiago Ribeiro/AGIF
Renato observa após gol do Fluminense Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

23/10/2021 20h56

Foram dois Fla-Flus e duas vitórias do Fluminense no Campeonato Brasileiro. E neste segundo duelo, os tricolores fizeram um Raio X no rival, escancarando as imensas deficiências do time treinado por Renato Gaúcho, que 24 meses antes, em 23 de outubro de 2019, à frente do Grêmio foi massacrado pelo Flamengo de Jorge Jesus nos 5 a 0 da semifinal da Libertadores.

Os muitos desfalques não justificam a desorganização, a falta de criatividade, o nervosismo e o pífio futebol que o Flamengo apresentou já na etapa inicial. O primeiro ataque do Fluminense gerou o gol que abriu o placar, John Kennedy

Se no jogo disputado há dois anos no mesmo Maracanã, o Grêmio de Renato foi atropelado de todas as maneiras pelo Flamengo de Jorge Jesus, o que se via 731 dias depois era a desconstrução do que restou do legado deixado pelo português. Um fiasco.

Mas os tricolores respeitavam demais esse arremedo rubro-negro em campo. Marcação recuada para a metade de seu próprio campo, raras investidas no ataque. O Fluminense não corria riscos, mas também não ameaçava, quando a instabilidade do rival era convidativa para liquidar o clássico.

No segundo tempo o time de Marcão se soltou mais. John Kennedy ampliou e Renê, em uma de suas piores partidas com a camisa rubro-negra, descontou em lance de sorte, fortuito até. Abel Hernandez ampliou a 3 a 1 e a torcida tricolor, sarcástica, gritou o nome de Renato.

Faltam 35 dias para a final da Libertadores. O tri do Brasileirão, com Portaluppi, virou algo com chances meramente teóricas. A Alemanha não contrataria Felipão como técnico depois dos 7 a 1, mas o Flamengo contratou o técnico do famoso "cincum" de Jorge Jesus. Foi uma derrota com a marca de Renato, uma derrota autoral.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL