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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Vasco reencontra vitórias e acha personagens para uma virada

Morato (dir.) comemora seu gol ao lado de Germán Cano na partida entre Vasco e Goiás, em São Januário - Rafael Ribeiro / Vasco
Morato (dir.) comemora seu gol ao lado de Germán Cano na partida entre Vasco e Goiás, em São Januário Imagem: Rafael Ribeiro / Vasco
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

27/09/2021 22h21

Um técnico que, mais uma vez, foi demitido na Série A e tem nova chance de se reerguer, agora na B. Um veterano que decidiu voltar ao antigo clube, abrindo mão da luta por uma vaga na Libertadores e comprando a briga pelo acesso. Dois meninos que participam dos gols no triunfo sobre um dos melhores times do campeonato, e se emocionaram. Um por receber o passe do ídolo e então marcar. Outro por dar assistência ao companheiro e lembrar-se do ente querido falecido três meses antes.

A vitória do Vasco sobre o Goiás foi a segunda seguida na Série B, três dias antes do heroico 1 a 0 sobre o Brusque, fora de casa, atuando com um homem a menos por toda a etapa final. Na noite de segunda-feira, em São Januário, com torcida, Morato testou para abrir o placar após cruzamento do garoto Riquelme, que chorou ao se recordar do avô. Outra cria da Colina, Gabriel Pec ampliou, também de cabeça, aproveitando o passe de Nenê, de volta ao clube. Mais emoção e festa vascaína, durante a peleja e após seu final.

Sob a batuta do sempre discutido Fernando Diniz, o Vasco não dá chutão, mas sofre pressão, fica menos com a bola e se fecha para defender o resultado fundamental. Foi assim no segundo tempo, quando finalizou apenas três vezes (foram 12 antes do intervalo) e viu os esmeraldinos arrematarem 14. Deu certo. Vencer era preciso, ainda mais após os seis pontos ganhos nessas duas pelejas disputadas depois dos quatro perdidos devido a gols sofridos no final dos duelos com CRB e Cruzeiro.

Agora são quatro pontos que separam o time da zona de acesso à primeira divisão, com um jogo a mais em relação ao quarto colocado. Mas ainda faltam 33 a disputar. Há tempo e estrada a percorrer. Após o apito final, os torcedores, eufóricos, entoaram a velha música da arquibancada: "O Vasco é o time da virada. O Vasco é o time do amor". Terá que ser, mais do que nunca. Os personagens existem, o reforço que vem de fora do campo está de volta. Vejamos que história será escrita nos próximos 11 jogos.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL