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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: David Luiz é resultado do remédio amargo que o Fla encarou

David Luiz campeão europeu em 2012 e no reconstruído Flamengo nove anos depois - Reprodução
David Luiz campeão europeu em 2012 e no reconstruído Flamengo nove anos depois Imagem: Reprodução
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

13/09/2021 18h34

O torcedor do Flamengo passou por momentos muito difíceis. Administrações absurdamente desastrosas levaram o clube mais popular do país a situações humilhantes, com (merecida) fama de caloteiro e alvo de memes.

Em 2012, era o mais endividado clube do futebol brasileiro, com cifras que hoje, atualizadas, bateriam algo próximo de R$ 1,2 bilhão. Naquele ano, David Luiz erguia o troféu de campeão europeu pelo Chelsea.

Ele tinha 25 anos, mas nem com 50 de idade seria possível imaginá-lo vestindo a camisa rubro-negra. E isso valia para outros jogadores com passagem pelo futebol da Europa e que acabaram sendo contratados pelo campeão brasileiro.

Andreas Pereira, Gerson, Kenedy, Pedro, Gabigol, Filipe Luís, Isla, Rafinha, Diego Ribas, Diego Alves, Pablo Marí, Vitinho, Thiago Maia, Bruno Viana, Bruno Henrique... Só aí, mais de um time inteiro com a Europa no currículo, sendo um deles nascido na Espanha, outro na Bélgica. E há, ainda, atletas das seleções brasileira e uruguaia, como Everton Ribeiro e Arrascaeta, além de Rodrigo Caio, muitas vezes convocado.

Infelizmente outros grandes clubes do futebol brasileiro se recusam a seguir o mesmo caminho, com redução de dívidas, acordos na justiça do trabalho, reestruturação financeira, geração de novas receitas...

É aquele remédio amargo que seguem a evitar. Assim, elevam dívidas e assumem o lamentável papel que foi daquele Flamengo que contratava e não pagava. E isso não é bom para o futebol brasileiro.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL