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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: reforçado, Corinthians empata e vê que ainda há muito a fazer

Renato Augusto marcado em Corinthians 1 x 1 Juventude: time desarmou pouco e sofreu em bolas aéreas - Ettore Chiereguini/AGIF
Renato Augusto marcado em Corinthians 1 x 1 Juventude: time desarmou pouco e sofreu em bolas aéreas Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

08/09/2021 09h31

As contratações de Giuliano, Renato Augusto, Roger Guedes e Willian colocaram o Corinthians no topo do noticiário. Pelo peso dos reforços em relação ao nível do elenco até então e devido ao investimento, mais do que arriscado diante da enorme dívida do clube, fora a do estádio.

E em campo o caminho se mostra não tão simples como projetavam os torcedores mais otimistas. E a ala da mídia que fecha os olhos para as finanças, celebra as novidades com a arquibancada e critica, como se nada tivesse ocorrido antes, quando o clube não paga suas contas.

No 1 a 1, em casa, com o Juventude os corintianos escaparam da derrota em alguns momentos, quando o conjunto gaúcho esteve perto de ampliar para 2 a 0 e no gol de Guedes, salvando o time do pior nos minutos finais em ação individual. Mas o gol de falta não esconde os problemas da equipe.

Sylvinho escalou um volante, Gabriel, com Renato Augusto e Giuliano. Jô no comando de ataque e os ponteiros Roger Guedes e Gustavo Mosquito Silva. O resultado foi uma equipe pouco combativa, que desarmou seis vezes contra 21 do adversário (fonte: SofaScore) e concedeu espaços generosos.

O Corinthians sequer ameaçou na maior parte do segundo tempo, quando perdia por 1 a 0, gol de Ricardo Bueno, e escapou por pouco do segundo, ainda antes do intervalo, quando Paulinho Boia adiantou demais a bola após passar como bem entendia por Gil e no meio da defesa alvinegra.

Ainda falta Willian, 33 anos, no time. Gabriel é o volante com lugar cativo no time. Se sair, outro com características próximas deverá entrar. Sylvinho terá que fazer o trio de trintões, completado por Giuliano (31) e Renato Augusto (33), jogar sem a bola como nunca. E alguém sairá, Jô ou Mosquito?

Os ajustes terão que ser feitos em meio ao campeonato. A qualidade do elenco melhorou, obviamente, mas o equilíbrio não se compra, se adquire no dia a dia. E a exposição defensiva com fragilidade nas bolas aéreas é outro ponto que chamou a atenção. Não faltará trabalho no "novo" Corinthians.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL