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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Tite consegue uma proeza, vencer todos os jogos e desagradar

Tite, técnico do Brasil no jogo com o Chile -
Tite, técnico do Brasil no jogo com o Chile
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

03/09/2021 01h32

A seleção brasileira venceu todos os sete jogos que disputou até aqui nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo do ano que vem. Sim, 100% de aproveitamento com 17 gols marcados e apenas dois sofridos. Quem olha a tabela de classificação vê a Argentina meia dúzia de pontos atrás, o Uruguai e a Colômbia 12, enquanto os paraguaios somam apenas um terço dos 21 ganhos pelo Brasil até o momento.

Conclusão: a turma do Tite joga demais? Não. As equipes nacionais da América do Sul são fracas, ruins mesmo. Vivemos um dos piores momentos do futebol sul-americano e bater os adversários fragilizados do continente não credencia o time cebeefiano a sonhar com o título mundial. A seleção brasileira sobra na turma por ter bons jogadores e ser mais organizada do que a maioria dos oponentes, mas isso é pouco.

Sim, é pouco para quem sonha com protagonismo na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Faltam cerca de 14 meses, tempo o bastante para que a reunião de atletas sob seu comando transforme-se em algo melhor do que um grupo que se defende bem e marca seus gols nem que seja basicamente pelo talento individual de alguns integrantes. Por que isso será insuficiente no certame marcado para o Oriente Médio.

O futebol da seleção brasileira é pobre. Mesmo contra a envelhecida e, hoje, fraca equipe chilena, abriu mão da bola, se fechou em vários momentos e assegurou o 1 a 0 agarrado ao mantra "saber sofrer". Quem sente prazer no sofrimento é masoquista, e o time canarinho, mesmo de azul, pela tradição e potencial não deveria seguir essa máxima mínima. A proeza de Tite é vencer todos os jogos e, ainda assim, desagradar.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL