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Mauro Cezar Pereira

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Mesmo sob absurda pressão, Flamengo mantém Ceni: dinheiro pesa na decisão

Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

08/07/2021 04h00

Pouco antes da meia-noite de quarta-feira, o Flamengo embarcou em Belo Horizonte rumo ao Rio de Janeiro, carregando na bagagem a terceira derrota nos quatro últimos jogos pelo Campeonato Brasileiro. Os 2 a 1 impostos pelo Atlético ampliaram as queixas de torcedores contra o técnico Rogério Ceni nas redes sociais, mas ele seguirá no cargo, mesmo com gigantesca pressão.

Os motivos da diretoria para não ceder às pressões de fora passam pelo aspecto financeiro, nem tanto por terem de indenizar a atual comissão técnica em caso de demissão, mas também pela dificuldade que teriam em encontrar um substituto. E mais: quanto custaria esse novo técnico? Preferido de parte da torcida rubro-negra, Renato Gaúcho Portaluppi era um dos mais bem pagos do país até deixar o Grêmio, no começo de 2021.

Desgastado, Ceni sabia que os 10 jogos sem os jogadores de seleção, além da venda de Gerson, pesariam. Por isso pediu contratações e ainda perdeu Diego, lesionado. Mas as finanças com cinto apertado sinalizam mais por partidas do que chegadas. Por isso o paraguaio Pires da Motta foi solicitado, mesmo sem férias, após voltar da Copa América.

Se a diretoria mantém o treinador, fica a pergunta: por que não se manifesta e explica, publicamente, à torcida, que o clube tem dificuldades para contratar e dinheiro curto? O silêncio dos dirigentes soa como falta de respaldo, o que, sem resultados e vivendo crise de fora para dentro, torna o trabalho mais do que difícil e uma reação algo como a "missão impossível".

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