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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Eurocopa tem bons jogos, ditadores, racismo e regulamento "modelo Conmebol"

Marko Arnautovic comemora gol da Áustria - Pool via REUTERS
Marko Arnautovic comemora gol da Áustria Imagem: Pool via REUTERS
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

21/06/2021 19h26

Vai chegando ao final a fase de grupos da Eurocopa. Vimos bons times e jogos legais, excelentes até. Em suma, em campo os atletas correspondem às expectativas, mas fora dele, há muito a ser questionado, das sedes escolhidas à "generosa" fórmula de disputa.

Das 24 seleções participantes, apenas oito ficarão pelo caminho nesta etapa. Nada menos que 16 se classificarão, as duas primeiras de cada chave, além dos quatro melhores terceiros colocados. Uma farra de vagas de fazer inveja à Conmebol com a sua Copa América.

Há ainda o absurdo de terem colocado Alemanha, França e Portugal no mesmo grupo. Os portugueses, por sinal, venceram um jogo, perderam outro e se forem derrotados pela França, ainda assim deverão se classificar. Pior, jogam por último, sabendo do que precisarão.

O perfil Copa Além da Copa (clique e siga) tem apresentado no Twitter várias contradições e absurdos que envolvem a competição, como as aparições de grupos com torcedores vestindo camisas pretas e portando mensagens de ódio. Em campo já teve jogador (o austríaco de origem sérvia Arnautovic) fazendo gesto racista. A Uefa "investigou" e o suspendeu. Por UM jogo!

Mas alguém poderia investigar o fato de o evento ter jogos nos países de Ilham Aliyev (Azerbaijão) e Viktor Orbán (Hungria). São dois ditadores há anos no poder e que se aproveitam do futebol em meio aos seus interesses políticos e metas eleitorais - eleitores húngaros irão às urnas em 2022.

Sem falar na logística "genial" adotada para agradar aos amigos da Uefa. A Suécia empatou (0 a 0) com a Espanha em Sevilla e teve que viajar cerca de 4,5 mil quilômetros, até São Petersburgo, onde derrotou a Eslováquia (1 a 0). É como viajar de Porto Alegre a Manaus. Por que sedes tão distantes?

A Conmebol parece ter uma adversária à altura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL