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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Liga de Clubes é necessária, ideia merece apoio, mas como não desconfiar?

Troféu da Série A do Campeonato Brasileiro - Lucas Figueiredo/CBF
Troféu da Série A do Campeonato Brasileiro Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

15/06/2021 21h19

Ao longo de muito tempo, fala-se sobre a Liga de Clubes no futebol brasileiro. Cinco anos antes da criação da mais bem-sucedida experiência do gênero, a Premier League, o Brasil teve a sua, em 1987, com a Copa União. Não durou muito tempo e morreu em meio a traições e brigas na justiça. Típico dos cartolas do nosso futebol.

Ao ver que os clubes conseguiram, a toque de caixa, promover algo melhor do que aquilo que ela fazia, a CBF, que na ocasião, antes, se dizia incapaz de organizar o campeonato brasileiro, o quis de volta e não mais largou. Mas hoje, admitamos, a competição tem algo que não existia na época, uma fórmula definida e amadurecida.

Desde 2003 se disputa o Brasileirão em pontos corridos, com 20 clubes a partir de 2006. Os rebaixados não voltam mais à primeira divisão pelo tribunal, mas no campo, e o acesso, como o descenso, continua sendo respeitado da Série A à Série D. Antes, a CBF jamais repetira uma fórmula de disputa, a cada temporada algo mudava no regulamento.

Mas o que, aparentemente, não se modificou é o pensamento individual. Ainda impera na maioria dos dirigentes o "Farinha pouca, meu pirão primeiro" do ditado popular cantado por Bezerra da Silva. E aí fica difícil acreditar que a ideia vá adiante. A ação dos clubes merece apoio, mas as dúvidas, a desconfiança de muitos, é mais do que compreensível.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL