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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Flamengo vence Palmeiras, 1 a 0: hoje nenhum outro time joga melhor no país

Pedro comemora o gol da vitória - Jorge Rodrigues/AGIF
Pedro comemora o gol da vitória Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

30/05/2021 18h05

A vitória do Flamengo sobre o Palmeiras no Maracanã foi merecida, pelo segundo tempo, depois de uma etapa inicial na qual o jogo de transições rápidas do Palmeiras tenha sido eficaz, parando nas defesas de Diego Alves. A segunda metade da partida foi de imposição rubro-negra, controle da bola, situações criadas e a vez de Weverton aparecer com grandes intervenções. O gol de Pedro em jogada de Bruno Henrique, curiosamente, aconteceu no tipo de jogada que os palmeirenses tentam o tempo inteiro.

Com 20 minutos de jogo Anderson Daronco já havia marcado 14 faltas. Como em duas dezenas de minutos, em média, o futebol tem perto de 13, 14 de bola rolando, era algo próximo a uma infração marcada a cada 60 segundos. O campeonato brasileiro começou com pênaltis que praticamente só se vê no país, para Fluminense e Atlético Mineiro; e partidas truncadas por árbitros que se protegem truncando o ritmo da peleja. Um pênalti não foi dado de forma bizarra para os mandantes na etapa final.

O duelo seguiu o roteiro óbvio, com o Flamengo tendo a bola e o Palmeiras contra-atacando. Na melhor chance paulista nos primeiros 45 minutos, Rony escapou em condições, pois Isla não saiu como os demais defensores rubro-negros, cruzou e Luiz Adriano parou em Diego Alves. O goleiro da equipe carioca fez boas defesas antes do intervalo, como Weverton em jogada de Arrascaeta e Pedro, que quase abriu o placar nos acréscimos.

O segundo tempo foi de amplo domínio do Flamengo. Quando Pedro fez o gol da vitória em excelente jogada de Bruno Henrique, o Palmeiras sequer havia finalizado depois do intervalo. Diego Alves sustentou o 0 a 0 na primeira etapa e Weverton na segunda até onde foi possível. Mas os rubro-negros eram claramente superiores e por isso o técnico Abel Ferreira fez cinco alterações, pois via sua equipe sendo suplantada e precisava agir.

A vitória foi justa, mas os palmeirenses jogaram bem mais do que nas finais do Campeonato Paulista, quando foram batidos pelo São Paulo. Ficou claro, mais uma vez, o choque de estilos no duelo entre os dois times e também o nível superior do Flamengo no momento. Por mais que o time comandado por Rogério Ceni tenha seus defeitos, como a bola aérea, embora há dois jogos não sofra gol, nenhum outro joga mais no momento no país.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL