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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

São Paulo, enfim, campeão. Palmeiras perde o 3º jogo valendo troféu no ano

Jogadores do São Paulo celebram 1º gol - Van Campos/Estadão Conteúdo
Jogadores do São Paulo celebram 1º gol Imagem: Van Campos/Estadão Conteúdo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

23/05/2021 17h57

Desde 2005 o São Paulo não era campeão paulista, o que basta para que se entenda a relevância da conquista deste domingo. Um peso dos grandes deixa as costas tricolores e levará maior leveza ao dia a dia de um clube que busca reencontrar o caminho dos títulos. Os 2 a 0 sobre o Palmeiras premiam quem desejou o título como ninguém.

Quanto à equipe de Abel Ferreira, nem parece treinada por um estrangeiro. Trata-se de um time essencialmente defensivo, que aposta em velocidade e eventuais roubadas de bola no campo ofensivo. Como isso bastou para ganhar a Libertadores em uma final de nível técnico horrível, mais a Copa do Brasil, pouco se debate sua pobre proposta de jogo.

Mas o campo cobra. Foi o terceiro troféu que os palmeirenses disputaram e perderam em 2021. Antes foram superados por Defensa y Justicia na Recopa Sul-americana e pelo Flamengo na Supercopa do Brasil. Isso derruba a tese segundo a qual seria grande a competitividade do estilo adotado pelo português, na realidade um mais do mesmo.

Hernán Crespo tenta ir al;em com o São Paulo. Não abre mão de suas preocupações defensivas, mas tenta mais. Foi assim nas duas melancólicas partidas finais. Além disso, os tricolores desejaram realmente esse título, enquanto palmeirenses tentaram esnobá-lo quando sentiram se perto o risco de uma vergonhosa eliminação precoce na fase de grupos.

A final paulista deixa algumas mensagens claras, como o baixíssimo nível técnico apresentado por duas equipes que ficaram muito aquém do que poderiam mostrar, embora existam atenuantes para os são-paulinos, pelos desfalques, Daniel Alves especialmente. Outra envolve o jogo do Palmeiras, rústico como o comportamento irascível de seu técnico à beira do gramado.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL