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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Final horrível tem pênalti bobo do Flu e o óbvio: gol de bola aérea no Fla

Nenê e Gerson disputam a bola na decisão  - Jorge Rodrigues/AGIF
Nenê e Gerson disputam a bola na decisão Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

15/05/2021 23h13

Fluminense e Flamengo fizeram um jogo fraquíssimo na abertura da decisão do campeonato carioca. Faltas, reclamações, poucas boas jogadas, atletas parecendo acomodados, um festival de lances ruins, gol de pênalti tolamente cometido e empate na jogada óbvia, bola aérea na área rubro-negra. Foi 1 a 1, mas se fosse 0 a 0 faria mais sentido.

Com um time inferior, o Fluminense entrou em campo já comprometido por jogar sem a bola praticamente o tempo todo com oito jogadores de linha. Nenê e Fred não existiam enquanto a posse era do Flamengo, que a teve por cerca de 71% do tempo na etapa inicial.

O gol de pênalti, bobo, de Egídio em Gérson; marcado por Gabigol fez justiça à superioridade rubro-negra, clara desde o instante no qual a peleja teve início. E nem era uma grande atuação, isso sequer foi necessário. Chance tricolor? Uma com Kayky, após bola parada, imediatamente após abertura do placar.

Para o segundo tempo a lógica seria Roger Machado deixar Nenê de fora e lançar Casares. Jogar com Fred isolado à espera de uma chance, e ele pode não precisar de mais do que isso, pode ser, mas com os dois veteranos, não havia como ter competitividade.

Assim, naturalmente essa substituição se repetiu. Com ela o Fluminense virou o jogo sobre o Independiente Santa Fé, quarta-feira, pela Libertadores. O Flamengo seguia melhor, perdeu chance com Bruno Henrique e os cartões amarelos foram se acumulando de lado a lado.

Rogério Ceni trocou dois amarelados: Diego por João Gomes e Matheuzinho substituiu Isla. Em seguida Roger colocou em campo Caio Paulista, Abel Hernandez e Luiz Henrique, quando o técnico rubro-negro reagiu com Vitinho e Pedro nos lugares de Bruno Henrique e Everton Ribeiro.

O Fluminense subiu a marcação com as trocas. Na metade do segundo tempo o time já tinha a bola por 43% do período, mas a dificuldade para criar persistia. O Flamengo saía jogando com bolas longas e o nível do jogo caía. Luiz Henrique levou um amarelo que poderia ter prejuízo maior. O mesmo ocorreria com Rodrigo Caio mais tarde. Antes, o óbvio, bola na área rubro-negra, gol. Cruzamento de Egídio, cabeçada de Luiz Henrique e Abel Hernandez, também pelo alto, fez 1 a 1.

Jogo fraco, picotado por uma arbitragem apaixonada por faltas (deu 31, sendo 18 do Flamengo) e um empate que poderia ser 0 a 0. Faria mais jus à fraquíssima primeira peleja final do Campeonato Carioca.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL