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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Nada fará com que alguns admitam a evolução do Flamengo com Rogério Ceni

Bruno Henrique e Gabigol celebram gol do Flamengo contra a LDU: 10 gols em três jogos e 100% de aproveitamento - Alexandre Vidal / Flamengo
Bruno Henrique e Gabigol celebram gol do Flamengo contra a LDU: 10 gols em três jogos e 100% de aproveitamento Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

05/05/2021 04h00

Com 100% de aproveitamento, o Flamengo fez 10 gols em três partidas na Libertadores, duas fora de casa em visitas aos mais fortes adversários do campeão nacional em grupo onde três dos quatro integrantes têm o título da competição. Ganhou na altitude de Quito, onde a LDU tem ampla vantagem contra adversários brasileiros. Mas nem todos valorizam o feito. Estranho, não? Times do Brasil estiveram no estádio Rodrigo Paz Delgado, o Casa Blanca, 17 vezes nos últimos 21 anos. Foram 12 derrotas, mais de 70%.

Em 2020 o Flamengo de Domènec Torrent foi a Quito e levou 5 a 0 do Independiente Del Valle. No ano anterior, com Abel Braga, perdeu (2 a 1) para a LDU. Mais de uma década antes, em 2008 o forte time do Fluminense sofreu derrota por 4 a 2 diante da mesma equipe, perdendo a final Libertadores nos pênaltis, no Maracanã. No ano seguinte os dois times se reencontraram na decisão da Copa Sul-Americana e os equatorianos meteram 5 a 1, confirmando mais um título internacional no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, a LDU bateu por 3 a 0 o Internacional e ergueu o troféu da Recopa. No ano passado, foi esta a equipe que despachou o São Paulo na fase de grupos, se classificando junto com o River Plate. Em Quito, os tricolores de Fernando Diniz levaram 4 a 2. Obviamente não é difícil ter a noção do quão difícil é vencer na altitude da cidade equatoriana, a 2.850 metros do nível do mar, ainda mais contra um time que sabe aproveitar tal vantagem.

Mesmo assim, com um primeiro tempo impecável, há quem se negue a admitir a evolução do Flamengo de Rogério Ceni. Com problemas, sim, ainda os tem, claro, mas com evolução, jogo coletivo (escancarado no golaço de Bruno Henrique). O rigor de parte da própria torcida rubro-negra e de outros segmentos com esse elenco é maior do que com os demais times, inclusive os que também têm bons e ótimos jogadores. Estranho...

Para alguns, a queda física no segundo tempo na altitude não parece ter importância alguma, quando todos sabem que ela pesa, embora isso não justifique tudo o que se vê em campo. Bizarra essa relação nutrida por quem parece apenas querer ter razão, mesmo que para isso seu próprio clube precise perder. Que mundo mais louco esse.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL