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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Fluminense empata com River Plate, mas não deve festejar: merecia vencer

Luiz Henrique avança pela ponta e sofre combate de Enzo Pérez, Roger e Gallardo observam em Fluminense 1 x 1 River Plate - Lucas Mercon/Fluminense
Luiz Henrique avança pela ponta e sofre combate de Enzo Pérez, Roger e Gallardo observam em Fluminense 1 x 1 River Plate Imagem: Lucas Mercon/Fluminense
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

22/04/2021 21h06

Não é por acaso que o River Plate se transformou em atração por onde passa na Copa Libertadores desde sua volta à primeira divisão argentina, que disputou em 2012 pela primeira vez na história. De 2014 para cá foram duas Libertadores, um vice, além de um título da Sul-americana, além de presença constante em semifinais. Por isso o respeito pelo adversário do Fluminense em sua volta ao maior torneio do continente. E o time carioca foi muito bem no empate (1 a 1), jogando melhor e com chances de vitória.

No começo o River dominava o jogo com mais posse de bola e procurava espaços na defesa tricolor. Até que surgiu a oportunidade aos 12 minutos de partida. Um lance marcado por falhas na defesa carioca. Não foi apenas o goleiro Marcos Felipe que vacilou fazendo tolo pênalti em Santos Borré, que permitiu a Gonzalo Montiel abrir o placar. Na origem do lance, a bola passou ao lado de Egídio, que sequer tentou interceptar o passe para o colombiano.

Em campo, a escalação do Fluminense que começou a partida tinha média de idade próxima a 27 anos. O do River Plate pouco acima disso, ou seja, não havia grande diferença nesse quesito. E o time brasileiro equilibrou as ações, a equipe Argentina não mais criou, mas também não concedeu chances claras.

Na segunda etapa mudou ainda mais o cenário a entrada de Cazares, aposta do técnico Roger Machado, que falou sobre o polêmico reforço no Dividida, do UOL Esporte. Foi dele a assistência para Fred empatar em ótima finalização, além de outros bons passes e lançamentos quando os argentinos deram mais espaço. Se um vencedor tivesse que sair, deveria ser o time da casa.

Uma estreia bem convincente do Fluminense, que levou um gol absolutamente tolo no começo da partida, não se desequilibrou, pelo contrário, reagiu, empatou merecendo e poderia ter vencido não fosse a demora de Lucca para definir quando Cazares, novamente, o deixou em condições de marcar. O River de Marcelo Gallardo, por sua vez, não fez nada de especial. Mas estamos apenas no começo da Copa Libertadores.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL