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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Seleção polonesa "sabota" Bayern. PSG e Neymar agradecem

Neymar comemora com Paredes em frente a Kimmich - Reprodução/RMC Sports
Neymar comemora com Paredes em frente a Kimmich Imagem: Reprodução/RMC Sports
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

13/04/2021 19h33

Antes de mais nada é importante frisar que a classificação do Paris Saint-Germain às semifinais da Liga dos Campeões foi justa. Diante de um Bayern que se impõe sobre qualquer adversário, adotou a estratégia correta e avançou. Neymar jogou bem em ambos os cotejos, mesmo acertando a trave e não as redes nesta terça-feira (13).

Não, isso não significa que o PSG atue apenas de uma maneira. Pelo contrário. Se usou o contragolpe como arma letal diante do time bávaro, na massacrante maioria das vezes passa mais tempo com a bola nos pés. Em suma, adequou-se às necessidades, ao oponente.

Mas ao final desse duelo, não há como ignorar a ausência do (eleito) melhor jogador do mundo em 2020, Robert Lewandowski. O autor de 47 gols em 42 jogos na temporada ficou fora dos dois confrontos com o campeão francês por causa de uma lesão.

Caso o camisa 9 se machucasse em ação pelo Bayern, poderíamos entender como azar. Mas o artilheiro teve estiramento de ligamento no joelho direito defendendo a Polônia. E aconteceu nos 3 a 0 sobre a risível seleção de Andorra.

O prejuízo técnico e financeiro é imenso. E fica todo com o clube alemão, que tinha outros desfalques contra o PSG, mas dificilmente deixaria de marcar pelo menos mais um gol nas duas partidas com seu artilheiro no campo. Em especial a primeira partida, em Munique, quando o Bayern atacou 85 vezes e finalizou 31.

A relação entre clubes e federações nacionais segue confusa, injusta, prejudicando quem paga caro para contar com jogadores de qualidade. A solução não passa pelo fim das seleções, mas pela quantidade de jogos. Se o número de Datas Fifa diminuir, as chances de novos desfalques como o de Lewandowski também se reduzirão. O futebol sairia ganhando.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL