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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Garotos do Flamengo não aproveitam "vitrine", apesar de golaço no fim

Gabriel Noga, zagueiro do Flamengo, em disputa com Raphael  Carioca na partida contra o Nova Iguaçu - Thiago Ribeiro/AGIF
Gabriel Noga, zagueiro do Flamengo, em disputa com Raphael Carioca na partida contra o Nova Iguaçu Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

02/03/2021 23h31

Com os jogadores mais importantes de férias até o dia 14, após conquistarem o título brasileiro, o Flamengo estreou no Campeonato Carioca com um time de jovens. Vitrine interessante para meninos que buscam espaço no grupo principal. Mas no sonolento confronto com o Nova Iguaçu, pouco apresentaram. O golaço de Max, que entrou aos 5 minutos do segundo tempo, valeu três pontos e salvou minimamente uma peleja fraca.

Domínio do jogo, mais posse de bola e raras finalizações marcaram o primeiro tempo no Maracanã. Em campo, jogadores que já têm boa experiência no time titular, como Natan, Matheusinho, João Gomes, Ramon e Rodrigo Muniz, por exemplo.

E as semelhanças eram claras com os piores momentos do time titular, que ganhou o campeonato brasileiro, mas fez muitos jogos nos quais demonstraram essa mesma dificuldade. Pouca penetração, posse estéril e escolhas erradas fizeram os times irem para o intervalo com o placar em branco.

Como fizera no primeiro tempo, o Nova Iguaçu voltou para a etapa final com postura cautelosa. Cinco homens na primeira linha defensiva e sem poderio ofensivo. Travando o jogo, objetivo alcançado sem muitas dificuldades na etapa inicial da partida.

Cenário inalterado na fase complementar do cotejo, com os mesmos problemas do Flamengo e o Nova Iguaçu mantendo sua estratégia. Lázaro, um dos jovens mais promissores do time rubro-negro, seguia preso à ponta esquerda. Pouco fez.

A 10 minutos do fim, o goleiro Gabriel Batista fez golpe de vista e Abuda quase abriu o placar para a equipe da Baixada Fluminense. O goleiro, que falhou contra o Bahia no Brasileirão, fez a torcida lembrar do Hugo Neneca da semana passada. Depois salvou o time da derrota em defesa que lembrou o Hugo Neneca em seus bons momentos.

Jogo fraco que se arrastava sem gol, até o chutaço de Max. Para o Nova Iguaçu, um castigo, pois teve sua chance instantes antes de perder a partida. E o Flamengo, pelo menos desta vez, não pode extrair muito pensando no aproveitamento dos garotos na equipe principal adiante. Apesar do belo tento que fechou o jogo no Maracanã.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL