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Mauro Cezar Pereira

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Palmeiras foi ao Catar mostrar que é campeão da Libertadores sem repertório

Abel Ferreira acompanha o Palmeiras na partida contra o Tigres: eliminado - EFE/EPA/NOUSHAD
Abel Ferreira acompanha o Palmeiras na partida contra o Tigres: eliminado Imagem: EFE/EPA/NOUSHAD
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

07/02/2021 16h58

Quando faltavam sete minutos para o final da peleja em Doha, com o Tigres vencendo, merecidamente, por 1 a 0, Caio Ribeiro disse na transmissão da TV Globo que o Palmeiras precisava trabalhar a bola nos pés, não depender tanto da chamada ligação direta. Sim, a observação do ex-atacante era absolutamente pertinente. A questão era, como fazer isso?

E a dificuldade era evidente, clara, nítida para qualquer ser humano que tenha acompanhado o Palmeiras de Abel Ferreira desde a chegada do português a Terra Brasilis. O campeão da Libertadores é um time de ligação direta, cruzamentos, bola na área até em arremesso lateral. Jogo rústico, sem muitos recursos, alternativas, nada de especial.

Sim, isso foi o bastante para conquistar o título sul-americano, com sinais evidentes das deficiências coletivas do time que o jovem treinador português não corrigiu, pelo menos até agora. Mas não é o bastante diante de equipes mais elaboradas, não que o time mexicano seja isso tudo. A derrota, com classificação, para o River Plate na Libertadores não deixou dúvidas.

O Palmeiras seguirá tendo o Mundial de Clubes apenas no imaginário de seus torcedores mais fanáticos. Mas isso nem é o mais relevante. A Libertadores, ganha pelo clube paulista, é o que realmente importa ante a politicagem e o pouco caso europeu diante do torneio que a Fifa promove. É momento de comemoração, não de lamentos.

Mas também é hora de entender o óbvio, que apesar do título histórico, o time palmeirense joga menos do que pode, seu treinador ainda não explorou, nem de longe, o potencial do elenco. Isso deve ser discutido, debatido. E alguns lunáticos tentaram comparar os trabalhos de Abel Ferreira e Jorge Jesus no Brasil depois das primeiras vitórias do técnico do Palmeiras. Em comum entre eles apenas a nacionalidade.

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