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Mauro Cezar Pereira

No melhor jogo com Ceni, Fla bate Palmeiras e depende dele para ser campeão

Jogadores do Flamengo comemoram gol - Andre Borges/AGIF
Jogadores do Flamengo comemoram gol Imagem: Andre Borges/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

21/01/2021 21h10

Foi o melhor jogo do Flamengo sob o comando de Rogério Ceni. Em Brasília, o atual campeão brasileiro venceu o Palmeiras por 2 a 0, se aproximou de Internacional e São Paulo e depende apenas de seus próprios esforços para voltar a erguer o troféu da Série A no Campeonato Brasileiro. Envolvido em pesada sequência de jogos, o time paulista fica longe do título.

O Palmeiras foi a campo com o mesmo time que goleou (4 a 0) o Corinthians na segunda-feira, apenas com Marcos Rocha, voltando de suspensão, no lugar de Mayke. O Flamengo também tinha 10 titulares da peleja anterior (3 a 0 no Goiás), com a saída de Gustavo Henrique para a entrada de Willian Arão na zaga com Gérson reaparecendo no meio-campo. Uma cartada pesada.

Linha de quatro no momento em que era atacado e três homens formando a zaga quando tinha a bola. Assim atuavam os rubro-negros, com Arão, Rodrigo Caio e Filipe Luís atrás. Isla bem aberto pela direita, Bruno Henrique na esquerda, Diego, Gérson, Everton Ribeiro, mais centralizado, e Arrascaeta preenchendo o meio campo. À frente, Gabriel Barbosa.

Os primeiros 45 minutos registraram a melhor atuação do Flamengo sob o comando de Rogério Ceni até então. Marcação avançada, dificultando a saída de bola, boa construção das jogadas, mas o pecado de sempre: hesitação e falta de acabamento nas finalizações, como na bola que chegou na perna certa, a esquerda, de Gabigol, mas o camisa 9 não arrematou, tentou o passe.

O Palmeiras teve a primeira grande chance, ao seu estilo, bola esticada às costas de Isla, inversão para Willian no lado direito, mas o atacante finalizou para fora. Depois disso, mais volume e chances criadas pelo Flamengo, dono de 61% da posse de bola na etapa inicial, com oito finalizações a três, dois a zero nas certas, pelas estatísticas do SofaScore.

Mas o gol não saiu em uma delas, Luan marcou contra, depois que Kuscevic tentou o chutão e a pelota morreu nas redes palmeirenses. A jogada começou em roubada de bola de Gabigol, pressão no campo de ataque que a equipe carioca tentou na maior parte da etapa inicial.

No segundo tempo, os rubro-negros recuaram, atraíam os alviverdes, mas não tinham jogadas de velocidade. Com mais posse de bola (59%) na etapa final, o campeão paulista teve mais controle do jogo, uma excelente chance para empatar aos 9 minutos com Gabriel Menino, mas não soube traduzir esse domínio em gol. Abel Ferreira mexeu bastante na formação, sem resultado.

Na reta final do cotejo, uma bola mal atravessada por Scarpa foi interceptada por Bruno Henrique, que chutou para Weverton mandar a escanteio. Na sequência da cobrança, Pepê, jogador da base que renovou contrato a pedido de Rogério Ceni, decretou a vitória por 2 a 0 ao receber assistência de Pedro que, como ele, saiu do banco. Desde 2017, o Palmeiras não vence o Flamengo, são três empates e três derrotas no período.

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