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Mauro Cezar Pereira

"Cucabol 2.0" atropela outro gigante e leva Santos à final da Libertadores

Soteldo comemora gol do Santos - Andre Penner ? Pool/Getty Images
Soteldo comemora gol do Santos Imagem: Andre Penner ? Pool/Getty Images
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

13/01/2021 21h23

Em 2016 Cuca ganhou o campeonato brasileiro com o Palmeiras. O time era competitivo, defesa firme, jogo forçado em cima de Gabriel Jesus e muitos laterais arremessados na área. Batizei o estilo de "Cucabol".

Muita gente não gostou. Bobagem. Era apenas a identificação de uma forma de atuar, alguns podem adorar, outros não, mas a obviedade tem que ser repetida: existem muitas maneiras de se jogar futebol. E vencer.

Após uma vitória sofrida sobre o Coritiba, em São Paulo, Cuca foi perguntado na coletiva sobre a expressão "Cucabol", que pegou, pautou debates na imprensa e foi distorcida. Por muitos, jornalistas inclusive.

Na ocasião escrevi a respeito, "Cucabol" não era somente o lateral na área, talvez a jogada que simbolizasse o estilo, mas se limitava a isso. Antes, vimos Cuca montar times diferentes, o mais emblemático deles, o Botafogo de 2007.

Ficava a sensação de estarmos diante de um treinador que apresentara mais vocação para um repertório diferente e abraçara o pragmatismo. Ele saiu do Palmeiras, voltou, foi para o Santos e, em 2018, já deu sinais de mudança.

Não deu certo no São Paulo, mas na volta à Vila Belmiro, mostrou algo bem diferente do time campeão nacional quatro anos antes. O Santos que vai decidir a Copa Libertadores após trucidar o Boca Juniors não atua no estilo da equipe palmeirense de 2016.

O Santos 2020/2021 joga um futebol veloz, agressivo, que prioriza o talento, se defende bem, cresce contra adversários grandes (vide o Grêmio nas quartas) e surpreende. O técnico se reinventou? Ou teria saído em busca de novas referências? Pouco importa.

É "Cucabol 2.0". Parabéns!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL