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Mauro Cezar Pereira

VAR salva Palmeiras na noite de classificação à final em vergonhosa atuação

Rony tenta escapar da marcação  - REUTERS/Amanda Perobelli
Rony tenta escapar da marcação Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

12/01/2021 23h32

Quem esperava uma protocolar classificação do Palmeiras à final da Libertadores levou um susto. E que susto! O River Plate dominou o jogo desde o começo, fez 2 a 0 no primeiro tempo, chegou ao terceiro na etapa final, anulado depois que o VAR "investigou" um impedimento bem no início da jogada, e teve um pênalti marcado e cancelado, também com a intervenção da arbitragem de vídeo. Com dez homens por um bom tempo, os argentinos ainda assim pressionaram e o time brasileiro sustentou, com dificuldades, o placar que lhe deu a classificação por ter vencido uma semana antes por 3 a 0.

No primeiro tempo estava claro que não era um jogo no qual prevaleceria a eficiência do time de Abel Ferreira em jogadas de contra-ataque, de velocidade, algo que tão bem funcionou diante de um River Plate em jornada patética semana passada. O time argentino teve a bola, o controle do jogo e foi criando oportunidades.

O SofaScore registrou nos primeiros 45 minutos 66% do tempo de posse para o vice-campeão da Libertadores, mais presente nas finalizações (13 a 6) e nos arremates certos (7 a 0). O Palmeiras simplesmente não acertou a meta de Franco Armani na etapa inicial e o arqueiro Millonario saiu bem na melhor chance, desarmando Rony.

Se o River Plate finalizou sete vezes no interior da área palmeirense, o campeão paulista não foi além de uma. Era um amplo domínio argentino e a equipe brasileira sentia por não ter como característica jogar com alta posse de bola, com isso, era dominada pelo adversário, que não concedia os espaços generosos de uma semana antes.

O gol anulado de Borré no começo do segundo tempo após o VAR "pesquisar" atentamente um impedimento na origem do lance em nada afetou o comportamento dos comandados de Marcelo Gallardo. O River seguia dominando, agredindo diante de um Palmeiras apático, tendo como única saída ofensiva lançamentos para Rony.

O jogo, aos poucos, ficou menos corrido e a equipe brasileira conseguiu um pouco de paz, após cerca de uma hora de futebol sob absoluto domínio. Aos 28 minutos, Rojas, autor do primeiro gol e mais fraco defensor da equipe argentina, foi expulso. Na sequência, Matías Suárez caiu na área, pênalti foi marcado, mas o VAR entrou em ação e a arbitragem voltou atrás.

Mesmo com 10 homens, o River Plate seguia com a bola e atacando, enquanto Abel Ferreira se preocupava em reforçar a defesa para sustentar o 3 a 2. O português não apresentava nada muito diferente do que faria um treinador brasileiro da linha mais, digamos, conservadora. Foi o bastante, no fio da navalha, em atuação que escancarou o, pelo menos até aqui, limitado repertório apresentado pelo português em terra brasilis.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL