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Maratona cobra a conta e Flamengo deixa pontos contra o Red Bull Bragantino

Jogadores do Flamengo comemoram gol de Lincoln, o do empate diante do Red Bull Bragantino, no Maracanã - Thiago Ribeiro/AGIF
Jogadores do Flamengo comemoram gol de Lincoln, o do empate diante do Red Bull Bragantino, no Maracanã Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

15/10/2020 23h36

Quatro jogos em oito dias, média de um jogo a cada dois; 10 partidas em quatro semanas, o equivalente a um compromisso em intervalos médios de 2,8 dias. Essa é a rotina do Flamengo pós-surto de Covid-19, sem tempo para treinar e com quatro convocados para as seleções do Brasil, Chile e Uruguai, de onde um deles voltou lesionado. A possibilidade de perder pontos nessa maratona estava clara na sofrida vitória sobre o Goiás, algo que se concretizou no 1 a 1 frente a outro time da zona do rebaixamento, o Red Bull Bragantino.

A possibilidade de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro parece ter influenciado na escalação inicial de Domènec Torrent. Isla, que jogou toda a partida, pelo Chile, nos 2 a 2 com a Colômbia, terça-feira, foi titular, assim como Everton Ribeiro, que esteve em campo por 21 minutos com a seleção brasileira nos 4 a 2 sobre o Peru. Hugo, Pedro, Thiago Maia e Willian Arão foram os quatro que começaram a partida diante do Goiás, também disputada dois dias antes, e novamente apareceram na formação inicial.

O catalão parecia disposto a colocar mais fichas contra o Red Bull Bragantino, apostando na possibilidade de virar primeiro colocado e, consequentemente, colocar uma pressão no Atlético Mineiro, que abriu tal possibilidade ao empatar em 1 a 1 com o Fluminense na noite de quarta-feira. A exemplo de jogos anteriores, diante de Athletico, Sport e Vasco, o primeiro tempo foi aquém do esperado. Nessas últimas partidas, a exceção foi o duelo com o Goiás, no qual o volume foi elevado o tempo todo.

Tanto que no primeiro tempo contra o time esmeraldino os rubro-negros finalizaram 16 vezes, fizeram um gol, o do empate, e na peleja diante do campeão da segunda divisão nacional foram sete arremates antes do intervalo, com a equipe paulista perdendo força após um começo mais intenso, marcando perto da área rival. Com Pedro demonstrando desgaste, menos presente, e Lincoln, que marcaria na etapa final, mas até então errava quase todas as suas tentativas pela esquerda, não houve claras oportunidades para ambos os times e o placar não saiu do zero nos 45 minutos iniciais.

Sem o goleador, preservado como o próprio técnico confirmou na entrevista após a peleja, o Flamengo voltou para o segundo tempo com Vitinho e Lincoln de centroavante. Sofreu belíssimo gol de Claudinho com segundos de bola rolando, apelou a Bruno Henrique, no banco apenas para emergências como a que se concretizara, empatou e não teve forças para virar. Mais desfalcado, enfraquecido, mexido e cansado do que dois dias antes, contra um time melhor do que o Goiás, o atual campeão esbarrou em um adversário que jogou bem e perdeu a chance de saltar para a liderança.

A maratona de jogos cobrou a conta.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL