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Sem fazer muita questão da bola, Grêmio bate Católica e está perto da vaga

Alisson disputa bola com Rebolledo em Grêmio x Universidad Católica, do Chile - Alexandre Schneider/Getty Images
Alisson disputa bola com Rebolledo em Grêmio x Universidad Católica, do Chile Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

29/09/2020 21h09

Os últimos jogos do Grêmio não foram bons, exceto pelo duelo contra o rival, Internacional, vencido mais uma vez na semana passada, pela Libertadores. Na noite de terça-feira, precisando ganhar para se classificar, jogou mal a primeira metade da partida, mas após o intervalo aproveitou as duas primeiras finalizações certas para vencer por 2 a 0 a Universidad Católica

Não é de hoje que se observa a transformação na proposta de jogo. O time de imensa posse de bola e longas trocas de passes de Roger Machado, que explodiu sob o comando de Renato Gaúcho Portaluppi, não existe mais. Desde os primeiros Grenais de 2020 percebe-se contra adversários mais qualificados uma equipe tricolor mais reativa em inúmeras ocasiões.

Aqueles que assumiam o controle do jogo a partir do manejo da pelota optaram por esperar em seu campo, deixá-la para o oponente, definir as jogadas mais rapidamente, contra-atacar. No duelo diante da Universidad Católica, que dominou o Grêmio há 13 dias, em Santiago, novamente o time gaúcho jogou assim. Em muitos momentos era até dominado.

Foram incríveis 67% de posse dos comandados pelo técnico argentino Ariel Holan na primeira etapa. Mas o Grêmio finalizou mais, seis contra três, contudo, cada um arrematou apenas uma vez no alvo, pelas estatísticas do SofaScore. No primeiro chute da etapa final, o time de Renato abriu o placar, com Pepê, cada vez mais presente em momentos importantes.

Antes de a bola chegar aos pés do autor do gol da vitória no Grenal seis dias antes, os gremistas trocaram passes e acionaram Diego Souza pelo alto. A "casquinha", com o toque do centroavante de cabeça, ajeitou para o arremate certeiro, no canto do goleiro Matías Dituro. Gol dentro do novo estilo gremista.

Aos 18 minutos, Rodrigues iniciou lance ofensivo, a bola chegou a Alisson, que fez ótima jogada e serviu o zagueiro para ampliar, na pequena área como se fosse centroavante. A posse naquele momento era ainda menor: 27%, com os 73% da equipe chilena. Essa é a versão 2020 do Grêmio, brilha menos, mas pode funcionar, como nos dois últimos jogos da Libertadores.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL