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Mauro Cezar Pereira

Grêmio perde chance de forra sobre o Flamengo no reencontro após os 5 a 0

Maicon tenta jogada contra Bruno Henrique - Pedro Martins/Foto FC/UOL
Maicon tenta jogada contra Bruno Henrique Imagem: Pedro Martins/Foto FC/UOL
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

19/08/2020 22h32

Os 5 a 0 aplicados pelo Flamengo sobre o Grêmio na semifinal da Copa Libertadores de 2019 foram históricos e jamais serão esquecidos. Claro que devolver o placar não é tarefa simples, não se sabe quando acontecerá, tampouco se acontecerá. Mas na primeira partida entre os dois times no palco da goleada, não seria nada mal para os tricolores uma vitória, que só não aconteceu devido à postura gremista durante o segundo tempo.

Os rubro-negros pouco produziam ofensivamente, ante a boa proteção do time de Renato Gaúcho Portaluppi à sua retaguarda. E a equipe visitante não se limitava a defender, agredia também, criava chances e finalizou mais no primeiro tempo, inclusive. Após o intervalo fez 1 a 0 em grande jogada de Alisson e Pepê, que finalizou com perfeição. Com a vantagem e o campeão brasileiro inofensivo, era de se esperar um Grêmio perigoso. Não foi assim.

Embora o Flamengo na etapa final só tenha arrematado contra a meta de Vanderlei aos 29 minutos, depois de uma ótima chance perdida por Diego Souza, o time gaúcho recuou. Ainda teve uma oportunidade excelente com Isaque, em duplo erro de Rodrigo Caio. Mas era pouco diante de um rival que jogava no campo de ataque e oferecia fartos espaços cada vez menos explorados. Um risco que foi ficando maior.

As mudanças feitas por Domènec Torrent foram questionáveis, especialmente a saída de Everton Ribeiro para a entrada de Vitinho. Mas, em campo, ele pelo menos finalizava. Foi quem deu o primeiro disparo rubro-negro no segundo tempo com quase meia hora de futebol. Gérson saiu para a entrada de Pedro e o camisa 11 foi da ponta-esquerda para atuar pelo meio, e em mais uma tentativa de arremate, veio o lance do empate.

Àquela altura os flamenguistas tentavam o gol da igualdade de forma desordenada. A defesa tricolor neutralizava bem os cruzamentos e demais tentativas do adversário. Sem opções, Vitinho chutou outra vez, e Kannemann obstruiu a bola com o braço. A intervenção do VAR fez o árbitro assinalar pênalti, batido por Gabigol, que voltou a ir às redes após sete jogos de jejum. O Grêmio sofria um castigo pela sua postura.

Estranha a longa reação indignada dos jogadores da equipe visitante ante a decisão da arbitragem com recurso de vídeo, o mesmo que, no ano passado, pelo Brasileiro, também no Maracanã, apontou falta de Pablo Marí em David Braz dentro da área: gol. Em Porto Alegre, pela Libertadores, o VAR anulou três gols do Flamengo. Domingo, na capital gaúcha, o vídeo foi responsável pela marcação de penalidade máxima a favor dos donos da casa e não foi chamado em lance de Kannemann em Jô, gerando queixas do Corinthians.

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