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Mauro Cezar Pereira

Domènec estreia mal e Galo vence o Flamengo: a diferença que Sampaoli faz

Everton Ribeiro cercado no Maracanã - Alexandre Vidal / Flamengo
Everton Ribeiro cercado no Maracanã Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

09/08/2020 18h05

Qual a melhor maneira de se enfrentar o Flamengo, campeão brasileiro a da Libertadores? Com coragem. Jorge Sampaoli já mostrara isso à frente do Santos em 2019, e confirmou a tese na excelente vitória do Atletico sobre os rubro-negros no Maracanã. Jogo que marcou a estreia do técnico Domènec Torrent, que não foi nada feliz em suas escolhas com bola rolando.

Quem se irritou, com o confronto entre Corinthians e Palmeiras na véspera, observou os times comandados pelo catalão e tendo à frente o argentino com propostas bem diferentes do que se viu nos dois encontros paulistas pela decisão do campeonato estadual. Pressão no campo adversário e, com diferentes estratégias, com busca pelo gol.

Mais posse do Flamengo (67% no primeiro tempo), finalizações (10 a 5) e defesas tentando sair jogando diante de adversários que as pressionavam. Sem centroavante, o Galo chegou ao gol num erro de Filipe Luís, incompatível com um jogador de sua experiência e qualidade. Sozinho, sem qualquer adversário por perto, ele rebateu a bola cruzada por Arana para as redes.

Na frente, Bruno Henrique desperdiçou as duas melhores oportunidades do time carioca, demorando a definir e/ou fazendo a escolha errada. Com Everton Ribeiro e Gabriel à direita, Arrascaeta e Bruno do lado esquerdo, Gérson, mais avançado, era homem importante na pressão sobre a saída de bola atleticana. Uma novidade do treinador que estreava no campeão brasileiro.

No segundo tempo o Atlético viveu seu melhor momento. Tinha a vantagem no placar, mas não recuou, como fazem tantos times comandados por tantos treinadores nascidos no país. Pelo contrário, atacou, agrediu, marcou o Flamengo lá no campo dele, mantendo o rival longe de sua área por pelo menos metade da etapa final. Poderia até fazer outro gol.

Na parte final do jogo, a falsa sensação de domínio rubro-negro com a pressão desordenada, sem criar chances claras, com Domènec confuso nas substituições e empilhando atacantes como quem não sabe bem quais são as características dos seus atletas. Uma estreia ruim do espanhol, que bagunçou seu time na reta final.

Obviamente é apenas um jogo, o Flamengo sentiu falta de ritmo pelas semanas de inatividade, mas o que chama a atenção é que depois do jogo pavoroso de sábado em São Paulo e de discursos bizarros que o sucederam, entre acertos e erros vimos dois times que foram a campo pensando em vencer. E Sampaoli mostrou porque é tão superior à maioria dos treinadores brasileiros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL