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Palmeiras de Luxemburgo consegue preocupar a torcida até "batendo" campeão

Luiz Adriano comemora seu gol - Cesar Greco/Palmeiras
Luiz Adriano comemora seu gol Imagem: Cesar Greco/Palmeiras
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

08/08/2020 19h01

Aos 19 do segundo tempo, Patrick de Paula levou cartão amarelo por retardar o reinício do jogo. Exatos 15 minutos antes, Luiz Adriano abrira o placar em estupenda cabeçada após Viña cruzar inteiramente livre. Depois do gol, o Palmeiras manteve o time avançado, atacando, mas pouco durou.

Foi mais de meia hora com o Palmeiras se defendendo e o Corinthians tentando atacar, mas sem capacidade alguma para criar algo que ameaçasse. E ainda perdia forças com a saída de Fágner e a entrada de Michel nitidamente em má forma. Tivesse o mínimo de coragem, de ambição, mais um pouco de desejo pela vitória, o time de Vanderlei Luxemburgo provavelmente liquidaria o rival bem antes do apito final.

O castigo veio nos acréscimos aos 50 do segundo tempo, no pênalti de Gustavo Gómez em Jô que o próprio centroavante bateu para empatar. Fim de um jogo que só não foi pior do que a partida medonha de quarta-feira em Itaquera. Nível fraco de futebol, típico de equipes mal treinadas.

Além da festa pela vitória sobre o rival, fica a obrigatória reflexão palmeirense: é jogando assim que o time pretende ganhar títulos mais relevantes do que o "paulistinha", como o próprio presidente de referiu ao campeonato em 2018?

Aos corintianos, além de perder para o rival a chance de um inédito tetracampeonato, a dura constatação: não existe sequer o esboço de uma boa equipe de futebol comandada por Tiago Nunes. Foi uma das piores finais da história, e com as digitais dos treinadores.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL