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Mauro Cezar Pereira

Corinthians e Palmeiras dispostos a fazer as pessoas desgostarem do futebol

Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

05/08/2020 23h35

Quem não conhecesse a história de Corinthians e Palmeiras, ligasse a TV e acompanhasse o jogo desta quarta-feira poderia pensar se tratar de dois clubes sem história e sem torcida, já que o futebol ainda não pode receber público. Dois gigantes do futebol brasileiro que voltaram a jogar futebol pequeno, de time pequeno, de quem entra para não perder, não para vencer.

No primeiro tempo o Palmeiras, por jogar fora de casa, repetiu a estratégia da etapa final diante da Ponte Preta, deu a bola para o adversário e atacou menos do que poderia. Foram duas finalizações do time de Vanderlei Luxemburgo antes do intervalo, nenhuma na direção da meta do Corinthians, que somou cinco arremates, quatro no alvo pelos números do SofaScore.

Jogo pobre, mais uma vez, com a velha estratégia em campo: quem joga fora não prioriza o ataque, quem atua em casa se vê obrigado a ir à frente, mas nem tanto. Mesmo que, sem público, a atmosfera seja outra e o mando de campo não pese tanto como em condições normais. Somente no início do segundo tempo os palmeirenses se propuseram a jogar no campo adversário, saindo um pouco mais.

Um jogo desses ser chamado de "decisão" chega a ser bizarro. Espetáculo pobre de dois times que, independentemente de estágio do trabalho, carências de elenco, má fase de um jogador ou outro, foram a campo pautados por uma postura pequena, praticamente sem ambição. E isso é reflexo de uma estratégia paupérrima.

Quem nunca viu um jogo de futebol na vida, se apresentado ao esporte na noite desta quarta-feira com o "espetáculo" de Itaquera certamente escolheria outra modalidade. Corinthians e Palmeiras dispostos a fazer as pessoas desgostarem do futebol.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL