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Vasco põe esperanças em voto direto na primeira eleição sem Eurico Miranda

Eurico Miranda na sede do Vasco - Julio Cesar Guimaraes/UOL
Eurico Miranda na sede do Vasco Imagem: Julio Cesar Guimaraes/UOL
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

03/08/2020 12h58

A data de 25 de agosto poderá ser histórica para o Vasco da Gama. Está convocada para aquela que será a última terça-feira do mês uma Assembleia Geral Extraordinária. Nela, serão colocados em votação a reforma do estatuto social e, importantíssimo, a eleição direta para a diretoria administrativa, ou seja, presidente, primeiro vice e segundo vice.

Mas isso não basta. Depois de uma eleição na qual, pela primeira vez na história do clube, o voto do associado, em primeiro turno, não foi confirmado pelo Conselho Deliberativo, o que levou Alexandre Campello à presidência, é preciso paz. Sim, pois se antes da morte de Eurico Miranda o Vasco já viva bastidores tensos, hoje o clima é de guerrilha política.

Candidatos não faltam. Jorge Salgado é nome possível pelo "Mais Vasco" no pleito que terá Leven Siano e o próprio Campello, além de um nome a definir do grupo "Sempre Vasco", provavelmente Júlio Brant. Ainda poderão, ou deverão, concorrer Luis Manuel Fernandes, Fred Lopes, Augusto Ariston e Medrado Dias. Nada menos do que oito nomes até aqui.

Mas isso pode mudar, como na eleição mais recente, quando o presidente atual esteve ao lado de Júlio Brant na votação dos sócios e relançou seu nome para as urnas no segundo turno, ganhando no Conselho. Aquela foi a última manobra do "Euriquismo" na política vascaína. O ex-presidente assegurou que Brant não presidiria o Vasco. E enquanto vivo, isso não aconteceu.

Depois de ações na justiça, recursos, a famigerada urna 7 e todas as confusões que marcaram a eleição no Vasco em 2017, uma mudança para voto direto será saudável. Isso se o resultado for respeitado e os eleitos tiverem o mínimo de condições para trabalhar. A esse ponto deve ser somada a capacidade dessas pessoas em resgatar o clube, obviamente.

Dono de uma das cinco maiores torcidas do país, o Vasco é, hoje, o grande do futebol brasileiro que menos explora seu potencial nacional, com vascaínos espalhados por todos os cantos do país. Tirar o "Gigante", como os torcedores gostam de dizer, desse atoleiro financeiro/administrativo será difícil, mas sem paz, provavelmente irá virar uma missão impossível.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL