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Há 15 anos, o tri do São Paulo na Libertadores: até quando irá o jejum?

Rogério Ceni e Diego Lugano carregam taça da Libertadores 2005 no Morumbi - Reprodução/Twitter/São Paulo FC
Rogério Ceni e Diego Lugano carregam taça da Libertadores 2005 no Morumbi Imagem: Reprodução/Twitter/São Paulo FC
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

14/07/2020 13h21

O mais recente título da Libertadores do São Paulo completa 15 anos nesta terça-feira. Os 4 a 0 sobre o Athletico no Morumbi proporcionaram aos tricolores a chance de erguer o troféu mais uma vez. A terceira, e pelas mãos do, para muitos, maior ídolo do clube, Rogério Ceni.

Aquela conquista abriria uma "Era" triunfal. Nos três anos seguintes os são-paulinos ganharam o Campeonato Brasileiro em pontos corridos, algo que parecia impossível até então. Quando o tri foi alcançado em 2008, ninguém imaginava o terrível jejum que viria em seguida.

Depois daquela noite o São Paulo ganhou apenas uma taça, a da Copa Sul-americana. Foi em 2012, numa final confusa com o Tigre. O jogo decisivo sequer terminou, com os jogadores da equipe argentina não voltando para o segundo tempo, alegando enfrentamento com a Policia Militar no Morumbi.

Ceni levantou a Libertadores em 14 de julho de 2005, depois o gesto foi repetido sete vezes por capitães de outros clubes brasileiros. Duas vezes pelo Internacional (2006 e 2010), com o Santos (2011), Corinthians (2012), Atlético (2013), Grêmio (2017) e Flamengo (2019).

Na conquista santista, a ironia: o técnico era Muricy Ramalho, ligado ao São Paulo como ex-jogador do clube e treinador do tri brasileiro, demitido por fracassar no torneio internacional. Os tricolores ainda chegaram à final em 2006 (o Inter saiu campeão), depois, jamais foram tão longe. No período, Grêmio (2007), Fluminense (2008) e Cruzeiro (2009) alcançaram a decisão.

Nesse intervalo sem títulos nacionais, o Corinthians arrebatou três (2011, 2015 e 2017) e o Palmeiras dois (2016 e 2018), assim como Fluminense (2010 e 2012), Cruzeiro (2013 e 2014) e Flamengo (2009 e 2019). O São Paulo parece ter mesmo parado no tempo, ficou para trás.

Ainda na disputa do campeonato paulista, prestes a ser reiniciado, os tricolores buscam um título que também não ganham há uma década e meia. O último triunfo estadual são-paulino foi em 2005, sob o comando técnico de Emerson Leão. Resta saber quanto tempo falta para o jejum acabar.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL