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Tragédias, banimento e ídolo sem a taça marcaram jejum do Liverpool campeão

Anfield, estádio do Liverpool, antes do jogo contra o Crystal Palace, 4ª feira - Shaun Botterill/Getty Images
Anfield, estádio do Liverpool, antes do jogo contra o Crystal Palace, 4ª feira Imagem: Shaun Botterill/Getty Images
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

25/06/2020 18h55

O título de campeão inglês do Liverpool na temporada 1989/1990 foi marcado por tragédias que perseguiam o clube. Na época, o então maior campeão da Inglaterra não podia jogar torneios internacionais, punido pela Uefa devido à tragédia de Heysel, em 1985, quando 39 italianos morreram após tumulto provocado por seguidores do time inglês antes da partida decisiva da então Copa dos Campeões, vencida pela Juventus.

Um ano antes da conquista de Bruce Grobbelaar, Ronnie Whelan, John Barnes, John Aldridge e Ian Rush, sob o comando técnico de King Kenny Dalglish, 96 torcedores do clube morreram na tragédia de Hillsborough. Houve superlotação em um setor do estádio do Sheffield Wednesday, onde aconteceria a semifinal da Copa da Inglaterra, a FA Cup; diante do Nottinghan Forest. O Liverpool, ainda assim, avançou até a decisão, quando derrotou o rival da cidade, Everton. E o futebol inglês mudou radicalmente a partir dali.

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Adiante o time venceria títulos, inclusive duas edições da Champions League, em 2005 e 2019, a primeira delas sob a liderança de Steven Gerrard, um de seus maiores ídolos e que jamais ganhou a Premier League. Em 2014, um escorregão do craque resultou no gol de Demba Ba que deu a vitória ao Chelsea em Anfield, devolvendo a liderança ao Manchester City na reta final do campeonato, que venceria. O maior herói foi vilão.

No período de jejum, o Liverpool levantou a Europa League em 2001, a FA Cup em 1991/1992, 2000/2001 e 2005/2006, a Copa da Liga Inglesa em 1994/1995, 2000/2001, 2002/2003 e 2011/2012, além das Supercopas da Uefa (2001, 2005 e 2019) e a Supercopa da Inglaterra (1990*, 2001 e 2006). Mas era preciso ganhar o campeonato inglês, que passou a ter tal denominação em 1992 e nessa "Era"foi vencido 13 vezes pelo maior rival, Mancester United, saindo de sete títulos contra 18 dos Reds para 20!

Com Jürgen Klopp, o Liverpool já ameaçara retomar o caminho dos títulos com incômodos vices de Copa da Liga, Europa League, Premier Legue e Champions League. Mas veio o título europeu em 2019 e agora o incontestável campeonato inglês. A taça tão sonhada, aguardada, desejada, estará em Anfield Road logo, logo. E não deveria levar tantos anos para chegar àquele templo. Demorou, mas o dia chegou. Liverpool, esse gigante do futebol, novamente, campeão da Inglaterra.

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Mauro Cezar Pereira