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Presidente do Santos conversará com jogadores sobre corte salarial de 70%

José Carlos Peres em coletiva de imprensa - Divulgação/Santos FC
José Carlos Peres em coletiva de imprensa Imagem: Divulgação/Santos FC
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

21/06/2020 17h24

Os times de São Paulo estão por retornar aos treinamentos e o Santos segue seu planejamento. Em conversa com o blog, o presidente santista, José Carlos Peres, falou sobre as dificuldades na gestão atual, agravadas com a pandemia do novo coronavírus, e a respeito do corte salarial, que será tema de um diálogo com os jogadores.

Como anda a situação do clube com relação à longa inatividade?
A situação do clube não foge à regra diante desta calamidade pública.

A necessidade de voltar a treinar para poder jogar assim que possível é crescente, não?
Sem receitas não se tem recursos, então imagine faltar dinheiro em casa.

A volta aos treinos é um passo para retornar aos jogos. Até que ponto voltar a jogar e obter receitas de TV, por exemplo, alivia a situação financeira do clube?
É necessário, sim, retornar, e você está certo, voltar significa recursos da TV. E junto vem retorno dos patrocinadores, sócios, volta das lojas do clube significa importante receita também, no fim tudo melhora.

Quando e como deverá acontecer o retorno do time às atividades?
Estamos a meio de uma pandemia, números absurdos e óbitos diários, mais de milhão de infectados. Assim sendo, o Santos só retorna aos jogos se tivermos garantia de segurança aos nossos funcionários e jogadores. Voltaremos quando tivermos sinal verde das autoridades governamentais de saúde, amparadas pelo governo do Estado.

E quanto à redução de salário, chegando a 70% a partir de R$ 6 mil, o senhor já conversou com os jogadores, falará com eles quando se reapresentarem?
Estamos falando. Mas, ainda esta semana terei uma conversa com eles.

Qual sua expectativa?
Muito boa, até porque a ficha vai caindo para todos.

O senhor acha que os atletas estão percebendo a dificuldade geral?
Não há justificativa para que não estejam percebendo a dificuldade geral.

Mas a redução de até 70% foi decidida pelo clube, não?
Estamos pagando 30% dos salários. A diferença, 70%, sugerimos aos atletas 35% desconto, mais 35% de retenção e evolução mais à frente. Então, a contribuição auferida seria de 35%, o que não foi aceito. Estamos trabalhando para chegarmos a um número que atenda aos jogadores e ao clube.

Por isso a conversa nos próximos dias...
Sim, será o centro da conversa, mas vamos falar do presente e do futuro também. Se já estava difícil fazer futebol, com a pandemia muito pior. Praticamente sem receitas, imagine enfrentar as dívidas e as responsabilidades do mês.

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Mauro Cezar Pereira