Topo

Mauro Cezar Pereira

Possível parceira do Flamengo, Amazon fica ainda mais rica durante pandemia

Fundador da Amazon, Jeff Bezos: mais rico durante a pandemia do novo coronavírus - reprodução
Fundador da Amazon, Jeff Bezos: mais rico durante a pandemia do novo coronavírus Imagem: reprodução

07/06/2020 12h46

Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail

Email inválido

Comércio eletrônico, delivery, armazenamento de dados, streaming, inteligência artificial e uma série de negócios distribuídos a partir de seus alicerces principais formam a gigante Amazon. Provável nova parceira do Flamengo, a multinacional americana é uma das que não sofre com o novo coronavírus, pelo contrário. Tanto que contratou nada menos que 175 mil pessoas entre março e abril, devido ao aumento da demanda.

O Amazon Web Services, serviço de computação de nuvem, é o mais lucrativo do conglomerado e tudo o que oferece está em alta com as pessoas ficando em casa. Desde o começo de 2020 até a terceira semana de maio, suas ações na Bolsa de Nova York cresceram 35%. Foi de US$ 75,5 bilhões o faturamento entre janeiro e março, quando a pandemia começava a paralisar atividades econômicas pelo planeta, 27% a mais do que no primeiro trimestre de 2019.

"As ações da empresa apresentaram um aumento significativo na bolsa eletrônica da Nasdaq (...). A pandemia não atingiu os bolsos de Jeff Bezos (...)", destacou o site Aventura na História. Estudo da consultoria americana Comparisun concluiu que concluiu que de 2015 a 2019, Bezos ficou 34% mais rico a cada ano. Se mantiver tal ritmo, em 2026 se tornará trilionário. Isso significaria ter patrimônio "maior do que o PIB de 179 países".

No começo de 2020 ele havia perdido a condição de homem mais rico do planeta para o empresário francês Bernard Arnault, que preside a LVMH, maior empresa do mundo em artigos de luxo. Mas durante a pandemia voltou ao topo da lista. Já em abril, a Bloomberg noticiava que lucrara US$ 24 bilhões, aproximadamente R$ 120 bilhões. Na ocasião, suas ações já haviam subido 5,3%, um recorde, levando o patrimônio líquido a US$ 138,5 bilhões.

Em 2019, o dono da Amazon protagonizou divórcio bilionário. Sua ex-mulher, MacKenzie, ficou com US$ 35 bilhões, quase 183 vezes o faturamento recorde do Flamengo em 2019, de R$ 950 milhões, algo em torno de US$ 191 milhões. Nem isso o removeu da lista dos donos das maiores fortunas. Ele é visto por especialistas como a pessoa mais rica de todos os tempos desde que alcançou US$ 104 bilhões (R$ 516,5 bilhões), superando marca histórica de Bill Gates, dono da Microsoft, acima de US$ 100 bilhões em 1999.

jeff bezos e mackenzie - GettyImages - GettyImages
Jeff Bezos, CEO da Amazon, e sua ex-mulher, MacKenzie: US$ 35 bilhões para ela no divórcio
Imagem: GettyImages

Para medir o patrimônio desses ricaços, são considerados todos os ativos, em dinheiro, empresas de capital fechado, imobiliários, ações... O dono da provável futura parceira do Flamengo tem a maioria de sua riqueza em forma de ações da Amazon. Como elas têm subido na pandemia, Bezos vem ficando ainda mais endinheirado ultimamente. Estima-se que mais de 90% de seu patrimônio esteja vinculado à multinacional.

Em novembro, a CBS Sports informou que Jeff Bezos estaria interessado em comprar um time da NFL. E ele teria permanecido um bom tempo junto ao proprietário do Washington Redskins, Daniel Snyder. Já o tradicional jornal Washington Post, comprado pelo dono da Amazon há cerca de sete anos, informou que ele estaria interessado em adquirir o Seahawks, time de Seattle, a cidade onde fundou sua empresa.

Ao lado de Apple, Microsoft, Google e Facebook, a Amazon integra o quinteto das maiores organizações da área de tecnologia. Ela quase que multiplicou por 10 seu valor de mercado na última década, segundo a Comparisun. Todas essas cifras e a diversidade de negócios da multinacional mostram seu gigantismo e que, acertando com ela, o Flamengo terá a chance de ir bem além de um parceiro que expõe o logo na camisa rubro-negra. A ver...