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Cadê a parte da mídia que elogiava quem levava o Cruzeiro para o buraco?

Cruzeiro caiu para Série B em 2019 - GettyImages
Cruzeiro caiu para Série B em 2019 Imagem: GettyImages
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

22/05/2020 17h16

Quase R$ 400 milhões de déficit em 2019. Dívida rompendo a casa dos R$ 800 milhões. Seis pontos perdidos antes de começar o campeonato brasileiro da segunda divisão. Há, ainda, a possibilidade de mais meia dúzia serem antecipadamente descontados na tabela de classificação da Série B pela falta de pagamento após contratações que geraram processos na Fifa.

Esse é o Cruzeiro versão 2020. Mas não é só. Os problemas financeiros e administrativos são inúmeros, com falta de receita, dívidas, ações, etc. Quando parece que o clube caiu ao máximo, nota-se que ainda não chegou ao fundo do poço, que parece, na prática, nem fundo ter. Ninguém pode afirmar onde isso vai acabar, como e quando a agremiação se reerguerá.

Ao mesmo tempo, nas redes sociais torcedores ressuscitam velhos comentários de outros cruzeirenses e de (pasmem!) integrantes da imprensa de Minas Gerais que elogiavam generosamente os "gestores" de então. Os mesmos que àquela altura enterravam o Cruzeiro cada vez mais nesse buraco sem fim e que se agrava pelo momento vivido com a COVID-19.

Os balançossinalizavam para o caminho perigoso que era trilhado. As ações de clubes que cobravam e não recebiam depois de negociações com aqueles cartolas eram tema de matérias frequentes. Mas o previsível fim dessa história não pesou tanto, até prêmio de "dirigente do ano" foi dado a quem fazia contratações e vendas em nome do clube. Constrangedor. Cabuloso!

Mauro Cezar Pereira