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Reprises mostram demanda reprimida no futebol. Os clubes têm estratégia?

Renato comemora gol do título na final carioca de 1995, reprisada pela Band - Reprodução / Internet
Renato comemora gol do título na final carioca de 1995, reprisada pela Band Imagem: Reprodução / Internet
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

17/05/2020 18h19

As chamadas Smart TVs, os televisores com acesso à internet e seus aplicativos, vêm ganhando mercado. Segundo a revista Exame, esse segmento cresceu 5% em 2019 no país em relação ao ano anterior. Mesmo assim, a maioria não conta com esse item em casa e desconhece acessórios como o Chromecast, que permite jogar a imagem do celular na TV.

Alem disso, nem todos têm acesso à internet com capacidade o bastante que permita colocar a imagem na tela grande da TV. Portanto, para muitos há uma diferença entre ter a chance de rever um jogo antigo na internet, na telinha do celular ou mesmo pelo computador, e aproveitar uma reprise como as que vêm sendo programadas pelas redes se televisão aberta.

Uma rápida olhadela pelas redes sociais no domingo mostrava, desde cedo, ampla repercussão dos velhos jogos (alguns nem tão antigos assim) apresentados em redes de TV. E não eram poucos vendo e comentando os detalhes. Um evidente reflexo das saudades que os torcedores sentem de seus times de coração, que ainda não se sabe quando voltarão a jogar.

Nesse cenário, chama a atenção a maneira como os clubes brasileiros praticamente ignoram a ansiedade das torcidas por verem em campo as camisas que mexem com seus corações. Não se fala em estratégia para a volta do futebol, em como explorar isso de maneira que compense minimamente tanto tempo com os elencos parados.

Com a curva que registra o número de casos de novo coronavírus ainda crescendo no Brasil, evidentemente fica mais difícil prever o momento da volta do futebol. Mas isso não significa que os clubes devam agir como se nada estivesse por acontecer. Um dia a bola rolará de novo e o torcedor não poderá ir ao estádio. Como explorar isso da melhor maneira?

Mauro Cezar Pereira