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Adidas paga os R$ 8,8 milhões que estavam em atraso com o Flamengo

Dudu nobre divulga nova camisa 2 do Flamengo em suas redes sociais - Instagram
Dudu nobre divulga nova camisa 2 do Flamengo em suas redes sociais Imagem: Instagram
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

13/05/2020 14h44

A Adidas pagou os cerca de R$ 8,8 milhões da parcela que estava atrasada com o Flamengo. O blog confirmou o recebimento da quantia por parte do clube, que travou negociação com a multinacional alemã, em dia com o São Paulo, e que internamente autorizou acertar qualquer pendência com Cruzeiro e Internacional, os outros clubes com os quais mantém contrato no Brasil.

Fluxo de caixa foi a justificativa da companhia para adiar pagamentos com a crise do novo coronavírus. A Adidas não costuma ir em banco pegar empréstimo, pois o dinheiro das vendas costuma circular frequente e fortemente, mas com o fechamento de lojas em boa parte do mundo, se viu em situação complicada. Atrasou tudo, menos os salários dos seus funcionários.

Com a quarentena, a ordem interna foi segurar os pagamentos. Em seguida recorreu a um benefício. Na Alemanha, empresas que empregam acima de um determinado número de pessoas e tem determinado fluxo financeiro têm a opção de recorrer ao banco estatal, como fez. Em contrapartida, fica impossibilitada de demitir pessoas no país, entre outras obrigações.

Com a crise, a Adidas não deve ampliar o número de clubes com os quais mantém contrato. Isso também deverá acontecer com suas concorrentes. As vendas em lojas físicas representam, em geral, de 75% a 80% do faturamento, entre as da própria multinacional e as multimarcas. Esse percentual é até maior com outras grifes, não tão fortes no comércio via internet.

O chamado e-commerce teve vendas excelentes nesse período de pandemia, saltando dos 20% a 25% para 30% a 40%, mas isso não compensa as perdas geradas pelo fechamento das lojas físicas. Em contrapartida, há expectativa no setor por uma demanda reprimida, especialmente de novos fardamentos oficias, recém-lançados, e ainda não tão comprados porque as pessoas estão mais em casa e os pontos de venda fechados.

"Na China, o primeiro mês da abertura o movimento em lojas bateu 80% do que era, e isso foi considerado muito bom", disse ao blog um executivo de uma empresa do setor. O exemplo chinês é a única referência disponível até agora. No caso específico da Adidas, a marca não deverá expandir seus negócios quando a crise passar, centrando esforços nos quatro clubes brasileiros e jogadores que tem sob contrato.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL