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Morte dos garotos do Ninho completa 15 meses, sem negociações na pandemia

Torcida do Flamengo homenageia Garotos do Ninho um ano após o incêndio - Thiago Ribeiro/AGIF
Torcida do Flamengo homenageia Garotos do Ninho um ano após o incêndio Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

08/05/2020 04h00

A morte dos dez jogadores da base do Flamengo em incêndio no Centro de Treinamentos Ninho do Urubu completa 15 meses nesta sexta-feira. Em 8 de fevereiro do ano passado, morreram queimados Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías.

Três famílias e meia entraram em acordo com o Flamengo para indenizações. As demais seis e meia ainda não. Uma delas se divide porque o pai, separado da mãe, chegou a um consenso e ela segue em disputa judicial. O blog entrou em contato com advogados dos familiares para saber se durante a pandemia houve contato com pessoas do clube.

"Desde aquela sessão na assembleia legislativa, o que foi antes do joga contra o Atlhetico (pela Supercopa do Brasil), falaram que fariam contato, mas não fizeram", relata Arley Campos, que representa as famílias do goleiro Christian Esmério, que perdeu a vida naquela tragédia, e do sobrevivente Jean Salles. "Não houve contato do Flamengo neste período de pandemia", reforça Mariju Maciel, que advoga para a família do volante Pablo Henrique.

"Na quarta-feira houve meu cliente entrou em contato com o vice jurídico", revela Thiago Divanenko, advogado das famílias do atacante Vítor Isaías, que entrou em acordo, e do goleiro Bernardo Pisetta, que segue em impasse. "A conversa foi retomada por nós. Porém, com as negociações, ainda, nos mesmos termos do clube", acrescenta.

"Nenhum contato. Nada", diz sobre o período do novo coronavírus a advogada dos familiares de Jorge Eduardo, Paula Wolff. "O Flamengo está mantendo a mesma posição, não teve negociação nenhuma", reforça Gislaine Nunes, que representa a mãe do volante Rykelmo.

Como o blog informou em 20 de março, para aquela data estava prevista a apresentação das denúncias do Ministério Público do Rio de Janeiro contra pessoas como responsáveis pelo incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo. Mas, com a paralisação de setores da justiça, eles não foram indiciados a tempo e não há previsão para que aconteça.

Mauro Cezar Pereira