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Mauro Cezar Pereira

Demissão de funcionários "prepara" corte salarial de jogadores do Flamengo

Sede do Flamengo, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro - Gilvan de Souza / Flamengo
Sede do Flamengo, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo

30/04/2020 16h14

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O Flamengo demitiu 62 funcionários nesta quinta-feira, véspera do Dia do Trabalhador. Internamente decidiu que também vai reduzir os salários dos atletas do time profissional de futebol. Contudo, o blog apurou que os dirigentes ainda não sabem como farão esses cortes.

A repercussão é péssima: "Estão querendo usar o 'exemplo' do que estão fazendo com os funcionários para justificar a proposta aos jogadores. É o rabo abanando o cachorro", disse ao blog um conselheiro. "Morrem de medo da reação dos jogadores", acrescentou.

O clube não revelou quanto será reduzido em sua folha de pagamento com as dispensas desses profissionais que, em meio à pandemia de coronavírus, muito dificilmente conseguirão novo emprego tão cedo. Sabe-se que os salários dos que estão sendo demitidos não eram elevados.

Se cada um ganhava em média, R$ 5 mil mensais, o custo mensal, com encargos, seria em torno de R$ 600 mil. No time profissional de futebol pelo menos quatro atletas ganham isso, ou mais, apenas em carteira, fora o direito de imagem. Só em CLT a folha do futebol bate R$ 8,760 milhões mensais.

Com luvas, direito de imagem e eventuais bonificações, o custo passa dos R$ 20 milhões por mês. Os atletas, portanto, terão os salários reduzidos, ainda não se sabe como. Enquanto isso, ironicamente, o clube envia aos sócios agradecimento por continuarem pagando as mensalidades na pandemia.