PUBLICIDADE
Topo

Demissão de funcionários "prepara" corte salarial de jogadores do Flamengo

Sede do Flamengo, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro - Gilvan de Souza / Flamengo
Sede do Flamengo, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

30/04/2020 16h14

O Flamengo demitiu 62 funcionários nesta quinta-feira, véspera do Dia do Trabalhador. Internamente decidiu que também vai reduzir os salários dos atletas do time profissional de futebol. Contudo, o blog apurou que os dirigentes ainda não sabem como farão esses cortes.

A repercussão é péssima: "Estão querendo usar o 'exemplo' do que estão fazendo com os funcionários para justificar a proposta aos jogadores. É o rabo abanando o cachorro", disse ao blog um conselheiro. "Morrem de medo da reação dos jogadores", acrescentou.

O clube não revelou quanto será reduzido em sua folha de pagamento com as dispensas desses profissionais que, em meio à pandemia de coronavírus, muito dificilmente conseguirão novo emprego tão cedo. Sabe-se que os salários dos que estão sendo demitidos não eram elevados.

Se cada um ganhava em média, R$ 5 mil mensais, o custo mensal, com encargos, seria em torno de R$ 600 mil. No time profissional de futebol pelo menos quatro atletas ganham isso, ou mais, apenas em carteira, fora o direito de imagem. Só em CLT a folha do futebol bate R$ 8,760 milhões mensais.

Com luvas, direito de imagem e eventuais bonificações, o custo passa dos R$ 20 milhões por mês. Os atletas, portanto, terão os salários reduzidos, ainda não se sabe como. Enquanto isso, ironicamente, o clube envia aos sócios agradecimento por continuarem pagando as mensalidades na pandemia.

Mauro Cezar Pereira