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Promessa de naming rights faz 3 mil dias. Arena Corinthians segue Itaquerão

Página da Folha de S. Paulo de 7 de fevereiro de 2012, com a sabatina de Andres Sanchez - Reprodução
Página da Folha de S. Paulo de 7 de fevereiro de 2012, com a sabatina de Andres Sanchez Imagem: Reprodução
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

23/04/2020 04h00Atualizada em 23/04/2020 10h22

"Estamos negociando com sete empresas. Depois que o próximo presidente assumir, divulgamos em, no máximo, 30 ou 40 dias". Foi a resposta de Andres Sanchez, então presidente licenciado do Corinthians e diretor de seleções da CBF, à pergunta sobre a venda do nome da arena do clube, os chamados naming rights. Nesta sexta-feira a promessa completará 3 mil dias, e o patrocínio ainda não apareceu. O estádio ficou popularmente ficou conhecido como "Itaquerão" e oficialmente é chamado simplesmente "Arena Corinthians".

A frase do dirigente, que voltou à presidência 2018, foi registrada na sabatina promovida pela Folha de S. Paulo em 6 de fevereiro de 2012. Mário Gobbi, sucessor de Sanchez, teve confirmada sua eleição cinco dias depois. Ele deve voltar a se candidatar na eleição prevista para novembro deste ano. Em maio de 2011, Sanchez descartou a hipótese do estádio do Corinthians, que seria construído em Itaquera, custar R$ 1,07 bilhão, como orçava a Odebrecht. Em setembro do ano passado já se estimava o custo total em R$ 1,6 bilhão.

Em julho de 2019, o mandatário corintiano disse à Fox Sports que tentou contratar Neymar em 2011, durante a disputa da Copa América. O tema voltou ao noticiário nos últimos dias, quando o pai do jogador falou a respeito em uma live. Contudo, na sabatina da Folha, no começo de 2012, Sanchez disse que "teria vendido Neymar na primeira oferta". E acrescentou: "Não sei se o jogador vai estourar, se vai quebrar a perna, se a mulher vai trair e ele vai ficar louco". Na sabatina, sobre Ricardo Teixeira e a empresa ISL, o dirigente disse: "Não ponho a mão no fogo por ninguém. Nem por mim.".

Mauro Cezar Pereira