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Além da TV: clubes brasileiros engatinham tentando ser vistos no exterior

Televisão convencional deixa de ser única opção de transmissão - iStock
Televisão convencional deixa de ser única opção de transmissão Imagem: iStock
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

19/04/2020 12h33

Crescem discussões sobre direitos de TV. Clubes não chegam a consenso com a Rede Globo, casos do Athetico na Série A sem pay-per-view em 2019 e o Flamengo, sem acordo para a transmissão de jogos no campeonato carioca deste ano. Houve, ainda, o caso do Palmeiras, que só fechou no Brasileirão passado com o certame em andamento.

"Quem produz algo e vende vai sempre buscar aumentar suas tentativas de distribuição", disse ao blog um executivo do mercado. "Clubes como o Flamengo olham essas plataformas próprias dessa maneira", acrescenta, referindo-se à intenção de colocar partidas do time no canal do YouTube.

Mas há uma distância entre tais pretensões e a realidade. O que pode ser uma tendência não estará obrigatoriamente tão próxima, mas num futuro. "O Flamengo fez esforço para fechar acordo do Carioca, se não quisesse não tentaria", acrescenta. A pedida do clube ficou distante e com a pandemia de coronavírus, isso acabou sendo ruim para os flamenguistas.

A expectativa é de crescimento das discussões sobre alguns cuidados, como preservar jogos para vender a serviços TV OTT (Over The Top), ou seja, a distribuição digital de conteúdo de TV feita por intermédio da internet pública. Isso já ocorre em partidas da Premier League. Globoplay, Netflix Amazon Prime, Premiere, Combate, DAZN, Disney Plus são alguns desses serviços.

Em meio a esse mercado em constante transformação, os clubes brasileiros engatinham na tentativa de venda internacional dos direitos de transmissão do campeonato brasileiro da Série A. Mais importante do que os valores, que não são expressivos, seria a preocupação com a exposição das marcas em bons horários com jogos ao vivo.

Da mesma forma que já há campeonatos de ligas europeias, como o italiano e o francês, chegando ao mercado brasileiro por meio de serviço de OTT, o mesmo pode ser uma porta interessante para os times do Brasil em regiões inexploradas, como Europa e Ásia. A caminhada é longa, mas as estradas a serem percorridas são mais numerosas do que antes.

Mauro Cezar Pereira