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Quantos treinadores estão aproveitando a quarentena para estudar futebol?

Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

29/03/2020 17h55

"Existem treinadores que acreditam muito mais no que acham, no que fizeram e que um dia deu certo, do que na evolução do futebol e da ciência esportiva".

As primeiras palavras da coluna de Tostão, neste domingo, na Folha de S. Paulo, resumem a mentalidade que ainda impera em vários segmentos do nosso futebol. Se um dia algo funcionou, então seguem em frente, não importam as mudanças ocorridas, as transformações, a evolução do futebol.

"Estamos estagnados absurdamente. O nível de visão global de um treinador de um grande clube europeu é muito mais amplo. Eles são educados para isso. Se você perguntar a um treinador brasileiro os três primeiros colocados no campeonato argentino, equatoriano e uruguaio, mais de 90% de nós não saberemos responder. E estou falando de mercado de trabalho que pode ser bom para a gente. Você conhece o projeto da LDU, do Del Valle, da U. Do Chile?", indagou ao blog um técnico brasileiro, fazendo uma análise do mercado no qual está inserido.

Nesse momento estão todos confinados, impossibilitados de dar treinos, com tempo de sobra para conversar, mesmo à distância, com pessoas que possam agregar conhecimento, ler livros, ver vídeos, analisar jogos e jogadores. Mas quantos dos treinadores brasileiros estariam, nesses dias de quarentena, investindo neles mesmos, em conhecimento, em aprimoramento profissional?

Com a palavra, o Mestre Tostão.

Mauro Cezar Pereira