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Jesus quer reajuste acima de 50% para renovar contrato com o Flamengo

Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

27/03/2020 16h55

Em entrevista ao canal Fox Sports, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, disse, sobre pedida de Jorge Jesus na negociação de renovação do contrato com o clube carioca: "Para mim e para os flamenguistas, Jorge Jesus é quase um Messi dos treinadores. É óbvio que, se a gente está discutindo, foi além da capacidade do Flamengo".

Realmente evidente. Não pedisse o português mais do que o clube pode, em tese, desembolsar, o acordo já teria acontecido. Jesus propôs o equivalente a um reajuste entre 50% e 55% dos seus vencimentos. Fora as premiações por títulos - ele já ganhou cinco troféus em menos de oito meses.

Jorge Jesus no Aeroporto de Lisboa - Reprodução / A Bola - Reprodução / A Bola
Imagem: Reprodução / A Bola

O contrato terminará em 20 de junho. Nas conversas com os dirigentes rubro-negros, Bruno Macedo, agente do treinador, naturalmente usa como parâmetro o que ele poderia embolsar trabalhando em um dos grandes clubes de Portugal. Ou seja, que determinadas cifras Jesus obteria sem se afastar de casa.

Aí existe um obstáculo: o Euro, nesta sexta-feira cotado a R$ 5,65, que funciona como indexador nessas negociações. O clube espera estabelecer um teto e um piso, para que, se a moeda europeia disparar (ainda mais) ou despencar, nenhum dos lados saia perdendo ou veja a remuneração se transformar em algo inviável.

Com a paralisação do futebol, Jorge Jesus ficou sem um bom trunfo. O seu compromisso com o Flamengo se encerraria quase simultaneamente ao fim da temporada europeia, que devido à pandemia de coronavírus, obviamente não acabará neste momento. Com isso, não coincidirão o fim do contrato e o aquecimento do mercado.

A favor do Flamengo, as maiores perspectivas de títulos em relação aos grandes portugueses, com possibilidades meramente teóricas de conquistas internacionais na Europa, ao contrário dos rubro-negros na América do Sul. As negociações deverão demorar mais e, na visão dos dirigentes do clube, a chance de um acordo é boa.

Mauro Cezar Pereira