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Mauro Cezar Pereira


Flamengo entra na "pilha" colombiana, joga mal, mas vence mesmo assim

Everton Ribeiro abre o placar para o Flamengo contra o Junior Barranquilla, pela Libertadores - REUTERS/Luisa Gonzalez
Everton Ribeiro abre o placar para o Flamengo contra o Junior Barranquilla, pela Libertadores Imagem: REUTERS/Luisa Gonzalez
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

05/03/2020 01h09

O Flamengo estreou vencendo na Libertadores. Passou longe de exibir o futebol que é capaz, mas venceu, graças a momentos de seu ótimo jogo coletivo e à capacidade individual dos seus jogadores. Placar favorável e atuação muito aquém do que o time pode, e deve, apresentar.

O gol de Everton Ribeiro colocou o Flamengo em posição minimamente confortável em jogo obviamente desconfortável, contra o Junior, em Barranquilla. Foi a seis minutos de bola rolando, com uma irregularidade, o toque de mão de João Lucas na origem da jogada.

Partida pegada, com entradas fortes, cotovelada de (nada surpreendente) Téo Gutiérrez em Filipe Luís. Tudo isso ante uma arbitragem confusa e condescendente do venezuelano Alexis Herrera. Pior do que o apitador foi o próprio time rubro-negro, muito abaixo do que pode produzir.

Alguém poderá alegar que os desfalques pesaram para a equipe carioca. Mas convenhamos, quando se contrata tantos novos atletas, o objetivo é, obviamente, ter quem substitua os titulares lesionados ou suspensos, além de ampliar as opções do treinador.

E o time de Jorge Jesus foi mal, entrou na pilha em uma peleja nervosa e repleta de provocações. Caiu mais na metade do segundo tempo, quando a equipe colombiana encurralou o Flamengo em sua metade do campo. Pressionou ante um rival que deixava Gabigol à frente e marcava em frente à sua área para sustentar a vantagem.

Diego Alves fez excelentes defesas em arremates de Téo Gutiérrez no interior da área, uma em cada tempo. no segundo o atacante estava impedido, mas o auxiliar Tulio Moreno nada marcou. O Junior não é uma equipe das melhores, forçava mais na empolgação do que na organização.

Mas sobra qualidade no time rubro-negro, algo que transbordou no segundo gol, quando Gabigol, não mais isolado, acionou Michael (substituiu Arrascaeta aos 17 minutos da etapa final) aos 33, dele saiu o passe para Everton Ribeiro marcar novamente. Resultado melhor do que o desempenho.

Mauro Cezar Pereira