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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Quem é o brasileiro que abre as bolinhas no sorteio da Libertadores

Diretor de competições da Conmebol, Fred Nantes sorteia o Santos no mata-mata da Copa Sul-Americana - NORBERTO DUARTE/AFP
Diretor de competições da Conmebol, Fred Nantes sorteia o Santos no mata-mata da Copa Sul-Americana Imagem: NORBERTO DUARTE/AFP
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

28/05/2022 04h00

Desde 2018 que os torcedores dirigem a um brasileiro suas frustrações ou alegrias depois de um sorteio de grupos ou mata-matas das competições da Conmebol.

É Frederico Nantes o homem que você vê tirando os papeizinhos nas bolinhas sorteadas e avisando que seu time pegou uma chave baba ou um confronto complicadíssimo nas oitavas de final da Libertadores ou da Sul-Americanacomo os corintianos, nesta sexta-feira (27), ao cruzarem novamente com o Boca Juniors, na atual edição da Libertadores.

O gaúcho Fred Nantes tem anos de envolvimento em eventos esportivos e hoje é figura importante no organograma da Conmebol. A confederação sul-americana dividia, até 2021, seu departamento de competições em dois, o de clubes e o de seleções. Mas agora mudou.

Em setembro do ano passado, depois da confusão no jogo suspenso das Eliminatórias entre Brasil e Argentina, o chefe dos torneios de seleções, Hugo Figueredo, deixou o cargo. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, decidiu então unificar as diretorias de competições e de operações, sob o comando de Nantes.

Oficialmente a Conmebol informou que não havia relação entre a saída de Figueredo e o problema ocorrido na Neo Química Arena, em Itaquera (jogadores argentinos não poderiam ter entrado no Brasil devido ao protocolo da covid-19 vigente à época), mas o plano de Domínguez de centralizar o comando das competições em um departamento mais enxuto pôde sair do papel em novembro de 2021.

O brasileiro chegou à Conmebol após participar da organização de competições. Esteve em contato direto com os representantes das seleções como gerente das equipes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, da qual fez parte do comitê organizador.

Esteve também na organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, depois de anos próximo a esportes olímpicos, principalmente o atletismo — ele é árbitro desta modalidade, tendo participações em Mundiais.

Para Domínguez era importante ter um brasileiro em posto-chave na diretoria, já que por anos o Brasil não teve cargos importantes na entidade. Ao mesmo tempo, o fato de Nantes já ter trabalhado diretamente com diversas federações, não só a brasileira, na Copa de 2014 e na Olimpíada, ajudou para que fosse o escolhido.

Até o mês passado outro brasileiro em cargo estratégico na confederação sul-americana era o ex-árbitro Wilson Luiz Seneme, como chefe da comissão de arbitragem, mas ele saiu para ocupar a mesma função na CBF. Assumiu em seu lugar o paraguaio Enrique Cáceres.