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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Presidente do Fortaleza diz que Liga precisa de inclusão, não de imposição

Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, está decepcionado com andamento da Liga - Reprodução / Youtube / TV Leão
Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, está decepcionado com andamento da Liga Imagem: Reprodução / Youtube / TV Leão
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

03/05/2022 13h57

O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, ficou decepcionado com a reunião dos clubes desta manhã de terça-feira (3) sobre uma Liga que pretende organizar o Campeonato Brasileiro. Paz faz parte do grupo "Forte Futebol", que com outros clubes antagoniza com os grandes de São Paulo e com o Flamengo, que assinaram hoje um documento que começa a colocar o projeto da Libra, nome da liga, de pé.

"Não era aquilo que eu esperava, pois precisamos que o debate seja mais ampliado. 80% dos clubes não assinaram. Precisamos de um conjunto de ideias que seja de inclusão para todos os clubes, e não algo que pareça imposição", disse Paz, que foi representado na reunião por um de seus vices, Geraldo Luciano.

Além de Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos e Flamengo, assinaram o documento nesta terça o Red Bull Bragantino, a Ponte Preta e o Cruzeiro. Participaram do evento 40 clubes, os 20 da Série A e os 20 da B.

"Estamos falando de 40 clubes, e apenas 8 assinaram. Isso está longe de representar a vontade da maioria. Esperamos que para uma próxima reunião todos reflitam e deem um passo de união, para que definitivamente a gente consiga sair do papel de um movimento que pode ser um dos principais acontecimentos do nosso futebol", disse Paz.

Segundo publicou o jornalista Rodrigo Mattos em seu blog, o grupo "Forte Futebol", que além do Fortaleza é composto por Ceará, Athletico, Goiás, Avaí, Atlético-GO, Juventude, Cuiabá, Coritiba e América-MG, quer uma melhor divisão das receitas, dando mais peso a resultados e não engajamentos. Querem também que os clubes na Série B recebam mais do que os 15% oferecidos atualmente.