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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Atlético-MG pode igualar Cruzeiro se ganhar o Brasileiro e a Copa do Brasil

Hulk e Mariano comemoram gol do Atlético-MG contra o Bahia, pelo Brasileiro - Divulgação/CAM
Hulk e Mariano comemoram gol do Atlético-MG contra o Bahia, pelo Brasileiro Imagem: Divulgação/CAM
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

03/12/2021 09h30

O Atlético-MG pode se tornar apenas o segundo clube a conquistar o Brasileirão e a Copa do Brasil no mesmo ano. O único a fazer isso até agora é justamente o Cruzeiro, o grande rival atleticano.

O título da Série A foi confirmado na noite desta quinta-feira (2), com a vitória de 3 a 2, de virada, sobre o Bahia. A final da Copa do Brasil, em dois jogos, ocorrerá nos dias 12 e 15 de dezembro contra o Athletico-PR — primeiro confronto no Mineirão, em Belo Horizonte, e o segundo na Arena da Baixada, em Curitiba.

O Cruzeiro venceu o primeiro Brasileiro por pontos corridos da história, em 2003. Fez 100 pontos, mas em um campeonato com 24 participantes, e não 20 como atualmente. Em 26 jogos, somou 13 pontos a mais do que o vice-campeão Santos.

Na Copa do Brasil, a final do time comandado por Vanderlei Luxemburgo foi contra o Flamengo. No Maracanã, em 8 de junho, houve empate por 1 a 1, gols de Fernando Baiano para o mandante e Alex para o visitante. Na volta, em 11 de junho no Mineirão, o Cruzeiro venceu por 3 a 1, gols de Deivid, Aristizábal e Luisão (Fernando Baiano descontou), e levantou o troféu.

O Cruzeiro é o maior vencedor da Copa do Brasil, com seis conquistas, e o Atlético-MG tenta a segunda taça — assim como o Athletico. A única conquista do Atlético-MG, em 2014, foi justamente sobre o Cruzeiro na final, com duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0).

O regulamento da Copa do Brasil, que mudou bastante desde 1989, quando a competição foi criada pela CBF, explica um pouco a dificuldade dos clubes ganharem os dois principais torneios nacionais no mesmo ano. Quando começou, a Copa do Brasil limitava o número de participantes, se classificando somente campeões estaduais, e vices a depender do estado.

Em 1989, por exemplo, o estado de São Paulo foi representado por Corinthians e Guarani, campeão e vice do Paulistão de 1988, e o São Paulo, que viria a ser vice-campeão brasileiro daquele ano, ficou fora.

A partir de 2001, por causa de um calendário já apertado, a CBF decidiu que os times classificados para a Libertadores não participariam da Copa do Brasil.

Ou seja, os melhores times do país no ano anterior não jogariam o torneio mata-mata da confederação brasileira. E, mais bizarro, o atual campeão da Copa do Brasil, torneio que classifica à Libertadores, não poderia defender seu título. Isso acabou em 2013.